Uma história de resistência e fé marcou o Peru: um pescador de 61 anos sobreviveu mais de três meses à deriva no oceano Pacífico, enfrentando fome, sede e solidão, até ser resgatado por um navio equatoriano.
Resgate inesperado em alto-mar
Na terça-feira, 11 de março, um barco de pesca do Equador localizou a pequena embarcação artesanal de Máximo Napa, que vagava sem rumo próximo ao porto de Chimbote, no norte do Peru. Segundo a Marinha peruana, ele estava consciente, conseguia andar e até se higienizar sozinho, apesar do choque da experiência. Após o resgate, foi levado ao hospital Nuestra Señora de las Mercedes, na cidade de Paita, de onde recebeu alta alguns dias depois.
Uma jornada de sobrevivência extrema
Máximo havia partido em 7 de dezembro do porto de San Juan de Marcona, na região de Ica. Mas as más condições climáticas e as correntes fortes o afastaram da costa. Sem rádio ou equipamentos de localização, acabou perdido em alto-mar.
Durante os 94 dias de deriva, ele se alimentou de aves marinhas, insetos e até de uma tartaruga, que capturou com as próprias mãos. Para sobreviver à desidratação, esperava ansiosamente pelas chuvas e armazenava a água como podia. “Quando já não havia nada, pensava que seria o fim. Mas sempre que Deus queria, mandava chuva, e isso me mantinha vivo”, relatou emocionado à imprensa local.
A força da esperança
Mais do que a luta contra a fome e a sede, foi a esperança de reencontrar sua família que deu forças ao pescador. Ele contou que se agarrava ao sonho de conhecer a neta de apenas dois meses, a quem ainda não tinha visto. Sua filha, Inés Napa, declarou à rádio RPP que nunca perdeu a fé: “Foi um milagre que tenham encontrado meu pai. Sempre acreditamos que ele voltaria”.
Um verdadeiro milagre no Pacífico
Histórias de sobrevivência em alto-mar são raras, mas mostram a resiliência humana diante do imprevisível. O caso de Máximo Napa não é apenas um relato de superação, mas também um lembrete da importância da esperança e da fé em momentos de extremo desespero.