Superar a perda de alguém amado nunca é simples, mas às vezes a força vem das rotinas mais singelas. Foi assim que Dudley Booth, de 92 anos, encontrou um jeito de lidar com o luto: caminhando todos os dias ao lado de seu fiel companheiro Loki, um Border Collie de 13 anos. Juntos, eles já percorreram milhares de quilômetros e transformaram essas caminhadas em uma travessia simbólica pelo Canadá.
Uma travessia virtual de costa a costa
Morador de West Kelowna, na Colúmbia Britânica, Dudley decidiu registrar suas caminhadas diárias com Loki em mapas, simulando a rota da Trans-Canada Highway, estrada que conecta as dez províncias do país. O projeto começou há quatro anos e, desde então, ele documenta cada percurso feito perto de casa.
Recentemente, a dupla ultrapassou a marca de 7 mil quilômetros, o equivalente a ter chegado até a Nova Escócia, no extremo leste do país. “Loki e eu alcançamos esse número mágico há alguns dias e seguimos firmes rumo ao próximo marco”, contou o canadense.

Caminhar para enfrentar o luto
A ideia ganhou ainda mais importância após a morte de Wilda, esposa de Dudley, em dezembro de 2023. Desde então, as caminhadas deixaram de ser apenas exercício e se tornaram uma maneira de se manter ativo e encontrar conforto no processo de luto.
Com Loki ao seu lado, o idoso não apenas cuida da saúde física, mas também encontra companhia e motivação diária. O Border Collie, mesmo com a idade avançada, ainda esbanja energia e alegria, algo que Dudley considera fundamental para seguir em frente.

O segredo da vitalidade
Segundo ele, estabelecer metas é um dos segredos para manter a longevidade e a disposição. “Adoro fazer isso e espero que possa inspirar outros idosos a saírem para caminhar também”, disse.
Para Dudley, a jornada ao lado de Loki é muito mais do que atingir números em um mapa: é uma lição de perseverança, amizade e amor incondicional.
Encerramento
Dudley e Loki ainda têm muitos quilômetros a percorrer e histórias para compartilhar. A travessia simbólica do Canadá é, na verdade, um retrato de algo maior: a capacidade de encontrar forças no cotidiano e de transformar o simples ato de caminhar em um exercício de resiliência, afeto e esperança.