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14 sinais que seu cão ou gato pode estar tentando te alertar sobre a própria saúde

Daniel Faria

Quem convive com cães e gatos sabe: eles não falam, mas encontram sempre uma forma de se comunicar. Seja com o olhar, o corpo ou até sons inesperados, nossos companheiros têm maneiras próprias de expressar quando algo não vai bem. Entender esses sinais pode evitar que pequenos incômodos se transformem em problemas sérios.

Eles fazem os “olhos de baleia”

Se você já notou seu cão mostrando o branco dos olhos enquanto parece abatido, pode ser um sinal de ansiedade ou medo. Lembro de um cachorro de um vizinho que sempre fazia isso quando outro cão passava pela rua — claramente era desconforto. O ideal é identificar a situação que causa a tensão e, se possível, removê-la.

Orelhas para trás

Orelhas bem coladas à cabeça indicam receio. É uma postura defensiva comum, especialmente em gatos diante de estranhos. Já presenciei uma gata se encolher com as orelhas assim antes de soltar um arranhão em quem tentou pegá-la à força. Esse gesto pode anteceder um conflito.

Acidentes de higiene

Um filhote errar o local de fazer suas necessidades é esperado, mas se isso passa a ser frequente em animais adultos, merece atenção. Mudança de ambiente, estresse ou até uma infecção urinária podem estar por trás. Uma amiga percebeu que seu gato voltava a urinar fora da caixa sempre que mudava os móveis de lugar.

Cabeça inclinada demais

Ver um cão inclinar a cabeça pode ser fofo, mas quando o gesto é constante pode sinalizar problemas de ouvido, como otite, ou até distúrbios neurológicos. A veterinária da minha família sempre alerta: se o hábito virar rotina, é hora de investigar.

Bocejos repetitivos

Nem sempre um bocejo é sono. Cães e gatos usam esse gesto para aliviar tensão ou desconforto. É como se estivessem dizendo: “não quero brigar”. Eu mesma já vi meu cão bocejar seguidamente durante uma visita ao pet shop, claramente tentando se acalmar.

Mudança no sono

Dormir demais ou de menos pode indicar alterações emocionais ou doenças. Após uma mudança de casa, por exemplo, meu gato ficou semanas dormindo fora do ritmo habitual. Com paciência, ele retomou o padrão normal, mas em casos persistentes, o ideal é procurar um veterinário.

Seguem o tutor por todo lado

Animais que passam a ser mais “grudentos” do que o costume podem estar inseguros ou até doentes. Uma cadela que conheço começou a seguir a dona em todos os cômodos pouco antes de descobrirem uma gestação inesperada. Em bichos mais velhos, pode ser sinal de carência ligada à idade.

Lambem demais os lábios

Esse comportamento pode revelar náusea, desidratação ou nervosismo. Se acontece repetidamente, cheque se há água fresca disponível e observe se não há outro fator de estresse. Caso continue, a visita ao veterinário é recomendada.

Destruição de objetos

Um cão que rói móveis ou um gato que arranha cortinas sem parar podem estar entediados ou sofrendo de ansiedade de separação. Passeios extras, brinquedos interativos e atenção compartilhada costumam ajudar bastante.

Comer terra ou plantas

Filhotes exploram o mundo com a boca, mas se um animal adulto insiste em comer plantas ou terra, pode ser falta de nutrientes ou apenas tédio. Além disso, algumas plantas são tóxicas, segundo a Sociedade Brasileira de Toxicologia, por isso o cuidado deve ser redobrado.

Não obedecem mais

Quando um cão treinado passa a ignorar comandos, pode ser perda de audição ou até simples birra após uma bronca. Um amigo descobriu que o labrador dele tinha começado a envelhecer justamente porque parou de responder ao chamado.

Tendência a se esconder

É normal um gato buscar um cantinho durante um susto, mas se o esconderijo é constante e acompanhado de sintomas como vômito ou apatia, isso pode indicar doença. Uma vez, precisei levar minha gata ao veterinário depois de notar esse comportamento, e de fato ela estava com uma infecção.

Vocalizações excessivas

Latidos sem parar ou miados incessantes geralmente não são “à toa”. Nos gatos, podem estar ligados ao cio, enquanto nos cães refletem solidão ou necessidade de proteção. Se o barulho foge do padrão, vale observar se há dor ou desconforto envolvido.

Perseguição da própria cauda

Pode ser divertido assistir, mas quando o comportamento se repete demais, pode esconder estresse ou distúrbios comportamentais. O ideal é avaliar se há estímulos suficientes no dia a dia do animal.

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