Uma imagem inusitada de um tubarão-branco com uma enorme cicatriz no corpo está a virar sensação nas redes sociais. A ferida chama atenção não apenas pelo tamanho, mas também por estar num dos maiores predadores dos oceanos.
Um encontro raro e fascinante
A fotografia foi tirada em agosto de 2019, durante um mergulho próximo à ilha Guadalupe, na costa mexicana. O autor do clique é Jalil Najafov, um fotógrafo azeri apaixonado por tubarões e pelos mistérios que envolvem esses animais. Ele compartilhou a imagem nas redes sociais meses depois — e desde então, a repercussão só cresce.
“Foi inacreditável. Nunca tinha visto algo assim. A marca era enorme… e o tubarão também!”, comentou Jalil ao relembrar o momento. Ver um tubarão-branco dessa magnitude com uma ferida tão profunda é algo raro até mesmo para quem já está habituado a mergulhar com eles.

O que teria causado a cicatriz?
A imagem provocou curiosidade não só entre os fãs de natureza, mas também na comunidade científica. Especulações começaram a surgir sobre o que teria provocado uma marca tão impressionante. Seria um ataque de outro tubarão? Um acidente com uma embarcação? Um sinal de conflito territorial?
O biólogo marinho Tristan Guttridge, especialista em comportamento de tubarões e diretor da organização Saving the Blue, descartou a hipótese de um ferimento causado durante o acasalamento. “Essas marcas, embora possam ser sérias, normalmente são superficiais e não se comparam ao que vimos nessa foto”, explicou.
Outro especialista sugeriu que poderia ter sido o resultado de uma luta com outro tubarão-branco. Infelizmente, sem observar o momento do ferimento ou ter acesso ao animal, é praticamente impossível confirmar.

A importância de mudar a imagem dos tubarões
Mais do que gerar impacto visual, a intenção de Jalil com a foto é chamar atenção para a preservação dos tubarões. Ele destaca que, apesar da fama de assassinos impiedosos, apenas uma pequena parte das cerca de 500 espécies conhecidas representa algum risco para os humanos.
A cicatriz no tubarão virou símbolo de resiliência, mas também um lembrete sobre os perigos reais que essas criaturas enfrentam — principalmente devido ao comércio de barbatanas e à destruição dos oceanos.

Para Jalil, defender os tubarões é também defender o planeta. “Sem tubarões, não há equilíbrio marinho. Sem oceanos saudáveis, não há ar puro. Proteger os tubarões é essencial para o nosso próprio futuro.”