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Dono indiferente: seu cão morde o rosto de um adolescente e causa revolta

Daniel Faria

Em uma audiência no Tribunal de Niort, o comportamento desatento de Vanessa, de 37 anos, chocou a todos. Acusada de lesões involuntárias após seu cão ter atacado um garoto de 13 anos, a ré demonstrou serena falta de empatia, como se nada daquilo a colocasse diante da Justiça.

Indiferença em juízo

Ao subir à tribuna, Vanessa, mãe de cinco filhos e desempregada, parecia alheia à gravidade do ocorrido. Questionada pelo promotor sobre sua responsabilidade, limitou-se a responder de forma fria, sem demonstrar remorso. Lembro-me de um caso semelhante com um conhecido, cujo pit bull feriu alguém e o tutor, desatento, sequer compareceu ao hospital comunicar o acidente — o resultado foi uma forte reprovação pública e multa pesada.

O ataque e as consequências

No dia 18 de setembro de 2021, em Saint-Maixent-l’École, o adolescente nadava em um lago próximo à residência de Vanessa quando seu American Staffordshire Terrier, cão de raça classificada como potencialmente perigosa, investiu contra ele. A vítima sofreu mordidas profundas no rosto, precisou de pontos e carrega cicatrizes até hoje. O incidente expôs perigos reais: um cachorro sem controle pode causar danos irreparáveis em segundos.

Responsabilidade do dono

De acordo com o Código Rural Francês, o proprietário de um animal responde pelos atos do seu pet, mesmo sem intenção de ferir. No Brasil, o princípio é semelhante: o art. 927 do Código Civil prevê que “aquele que, por ato de seu animal, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. Ignorar essa obrigação pode resultar em multas, pagamento de indenizações e até proibição de ter animais.

Reações da comunidade

O promotor de Justiça não poupou críticas: chamou a postura de Vanessa de “escandalosa” e afirmou que “é inadmissível tratar lesões tão graves com tamanho descaso”. Nas redes sociais, moradores locais pediram revisões na legislação de animais perigosos e treinamento obrigatório para tutores que possuam cães de grande porte. Uma vizinha, emocionada, descreveu ter visto o garoto sair com o rosto ensanguentado, clamando por ajuda — cena que mobilizou voluntários a oferecer apoio psicológico à família.

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