As festas de fim de ano costumam ser sinônimo de alegria, mas para muitos animais, o período traz histórias de abandono. Foi o caso da pequena Nanna, uma Border Collie de apenas dez semanas. Em vez de passar seu primeiro Natal cercada de carinho, ela foi entregue como presente e, poucos dias depois, devolvida. A justificativa da família foi de que os outros cães da casa não a aceitaram bem, tornando a convivência “ingovernável”.
Sem alternativas, os tutores procuraram a RSPCA (Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals), que acolheu a cadelinha e a transferiu para o Mount Noddy Animal Center. Agora, Nanna espera encontrar uma verdadeira família que a trate como parte do lar — e não como um objeto de consumo festivo.
Animais não são presentes
O caso de Nanna não é isolado. Todos os anos, após o Natal, abrigos recebem um número crescente de animais que foram comprados ou adotados sem reflexão. Em comunicado oficial, a RSPCA reforçou o alerta: “Um animal de estimação não deve ser dado como presente. A decisão de adotar precisa ser pensada, consciente e de longo prazo”.
Especialistas em bem-estar animal lembram que cães e gatos exigem cuidados diários, custos veterinários e tempo de dedicação. Mais do que isso, precisam de vínculo afetivo e estabilidade, algo que não se pode improvisar.
O apelo emocionado de Nanna
Para chamar atenção ao problema, a RSPCA divulgou fotos da cadelinha nas redes sociais. Em uma das imagens, Nanna aparece nos braços de uma voluntária, com olhar triste e penetrante. A legenda reforçava a mensagem: “Este é o rosto de um presente de Natal não desejado. Animais não devem ser escolhidos em nome de outras pessoas. Pense em Nanna e não ofereça animais como presentes”.
A publicação, visualizada mais de 127 mil vezes, gerou uma onda de comentários indignados. Muitos internautas demonstraram revolta pela maneira como a filhote foi tratada. Uma seguidora escreveu: “É cruel tratar animais como se fossem descartáveis. Eles têm sentimentos, assim como nós. Espero que ela encontre um lar cheio de amor”.
Uma segunda chance
Enquanto não encontra sua família definitiva, Nanna está acolhida por uma família temporária, onde recebe cuidados e carinho. A história dela, embora triste, traz uma lição importante: animais não são lembranças passageiras, mas companheiros de vida.
Ao refletir sobre isso, vale lembrar: adotar um animal é assumir um compromisso real, semelhante ao de receber um novo membro da família. E, para a pequena Nanna, o que se espera é justamente isso — um lar onde ela possa crescer feliz, cercada de amor e respeito.