Um gato com espírito aventureiro transformou pequenos furtos em rotina. Entre brinquedos infantis e objetos do dia a dia, Charlie acabou conquistando fama inesperada e até um apelido peculiar.
Um passado difícil e um lar acolhedor
Charlie e sua irmã Smudge foram resgatados ainda filhotes por uma família do distrito de Bedminster, em Bristol, após terem sido abandonados. Enquanto Smudge gosta de trazer para casa pequenas “lembranças” da rua, como pedras e folhas, Charlie desenvolveu uma mania inusitada: sair em caçadas noturnas e voltar com verdadeiros “tesouros” alheios.

O início da fama de “Klepto-cat”
As aventuras começaram logo após a primeira vez em que Charlie teve permissão para explorar o bairro. Certa manhã, sua tutora, Alice, acordou com um dinossauro de brinquedo ao lado do travesseiro — e o gato sentado perto, exibindo um ar orgulhoso.
Não demorou para que os vizinhos passassem a chamá-lo de “Klepto-cat”, em referência ao seu hábito constante de levar coisas que não lhe pertenciam.

O inventário das “vitórias”
O repertório de Charlie é digno de uma coleção curiosa:
- Dinossauros de brinquedo (seu item favorito).
- Carros em miniatura.
- Pregadores de roupa.
- Patinhos de borracha.
- Até mesmo uma par de óculos que deixou a família em alerta.
Após investigar, Alice descobriu que muitos dos brinquedos vinham de uma creche a poucos quarteirões de casa. O gato tinha o costume de entrar discretamente, “pegar” o que via e retornar triunfante pela porta da chatière.

Quando a brincadeira ficou séria
O episódio dos óculos foi o ponto de virada. Alice percebeu que não era mais apenas engraçado: era preciso encontrar o dono legítimo. Para isso, sua filha Martha, de 11 anos, e a amiga Elsie tiveram a ideia de escrever um cartaz e deixar todos os objetos em frente à casa.
O aviso dizia: “Klepto-cat: nosso gato Charlie gosta de pegar coisas. Algum desses objetos é seu? Se sim, por favor, leve-o de volta.”
A iniciativa não só divertiu os vizinhos, mas também transformou Charlie em uma verdadeira celebridade local, com moradores passando para ver o “mostruário” de objetos roubados.