Notícias

Homem sobrevive dois meses com sua cadela em alto-mar comendo peixe cru

Daniel Faria

Em meio à imensidão do oceano Pacífico, um australiano e sua fiel companheira viveram uma história digna de filme de aventura. Foram dois meses sem contato com o mundo exterior, sobrevivendo com criatividade, resiliência e uma pitada de sorte.

Uma viagem que mudou de rumo

Tim Shaddock, marinheiro australiano de 51 anos, e sua cadela Bella partiram em abril de 2023 de La Paz, no México, com destino à Polinésia Francesa. O plano era navegar cerca de 6.300 quilômetros, mas poucas semanas depois, uma forte tempestade mudou completamente o rumo da viagem.

As ondas agitadas danificaram o catamarã e inutilizaram todos os equipamentos eletrônicos de bordo: GPS, rádios… nada mais funcionava. Sem meios de comunicação, o barco começou a derivar lentamente, e Tim percebeu que a aventura havia se transformado em um verdadeiro teste de sobrevivência.

Vivendo de peixe cru e água da chuva

O marinheiro, com o rosto marcado pelo sol e uma barba espessa, contou que sobreviveu pescando e comendo peixes crus. Aproveitava cada chuva para coletar água potável, bebendo o suficiente para se manter hidratado.

“Eu só tinha o meu equipamento de pesca”, relatou Tim. Para suportar o calor, usava várias camadas de roupa e buscava sombra nos cantos do barco. A cadela Bella, sempre ao seu lado, ajudava a manter o moral alto, mesmo nos dias mais difíceis.

Le sabia? Em situações extremas de sobrevivência no mar, especialistas recomendam proteger-se ao máximo do sol para evitar desidratação, já que o suor acelera a perda de líquidos.

Homem-sobrevive-dois-meses-com-sua-cadela-em-alto-mar

O momento do resgate

Após 60 dias à deriva, a sorte finalmente mudou. Um helicóptero, que acompanhava um barco pesqueiro de atum, avistou o catamarã perdido. Pouco depois, a tripulação realizou o resgate.

“Eu só preciso de descanso e boa comida”, disse Tim, ainda a bordo do barco de resgate. O professor Mike Tipton, especialista em sobrevivência marítima, destacou que a combinação de habilidades e acaso foi crucial. Segundo ele, proteger-se do sol foi uma das decisões mais importantes para que o australiano e Bella chegassem vivos até o momento do salvamento.

Agora, a dupla está a caminho do México, onde passará por exames médicos antes de finalmente poder voltar para casa — e, quem sabe, transformar essa experiência em uma história que inspire outros aventureiros.

Sobre
Daniel Faria