Cuidar do coração não passa apenas por consultas médicas ou pela prática de exercícios. O que colocamos no prato tem impacto direto na saúde cardiovascular. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças do coração estão entre as principais causas de morte, lado a lado com o câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que infarto, AVC e insuficiência cardíaca estão ligados, em grande parte, a hábitos que podem ser modificados — como tabagismo, sedentarismo e, claro, a má alimentação.
Alimentação: uma aliada na prevenção
A boa notícia é que pequenas mudanças na rotina alimentar já trazem benefícios. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda incluir vegetais variados em todas as refeições, consumir leguminosas como feijão ou lentilha ao menos duas vezes por semana e preferir azeite de oliva, óleo de canola ou de linhaça no lugar da manteiga. Também é fundamental reduzir o consumo de sal, limitar a ingestão de carne vermelha a 500 g por semana, comer peixe pelo menos duas vezes por semana e evitar refrigerantes ou bebidas alcoólicas em excesso.
Essas orientações ajudam a reduzir os fatores de risco, mas alguns alimentos específicos merecem atenção redobrada, como explicou a cardiologista americana Elizabeth Klodas, em entrevista à CNBC.
1. Pão branco e industrializado
O pão comum, principalmente o de forma, é rico em sódio. O excesso de sal aumenta a pressão arterial, um dos principais gatilhos para AVC e doenças cardíacas. A alternativa indicada é optar por pães integrais com grãos, que oferecem fibras e ajudam a controlar o apetite.
2. Margarina tradicional
Muita gente troca manteiga por margarina pensando ser uma opção mais saudável, mas boa parte das versões do supermercado é feita com óleo de palma, rico em gorduras saturadas que elevam o colesterol. Prefira margarinas ou pastas à base de azeite de oliva ou óleo de linhaça, que são mais amigáveis ao coração.
3. Leite desnatado
Parece contraditório, mas até o leite desnatado pode contribuir com o excesso de ácidos graxos saturados. Para quem busca alternativas, bebidas vegetais como leite de soja, aveia ou amêndoas oferecem gorduras insaturadas, mais benéficas para o coração. E o cálcio pode ser obtido em alimentos como brócolis, salmão e laranja.
4. Sodas “diet” ou “zero”
Trocar refrigerante comum por versões dietéticas não resolve o problema. Segundo a médica, os adoçantes artificiais podem interferir em proteínas que ajudam na regulação do peso e na prevenção do diabetes. Substituir por chá verde, chá preto ou água com gás aromatizada com folhas de hortelã é uma saída mais saudável.
5. Barras de granola industrializadas
Apesar da fama de “lanchinho saudável”, muitas barras de granola têm altas quantidades de açúcar, óleos refinados e até óleo de palma. A recomendação é apostar em aveia natural com frutas frescas ou secas no café da manhã e em um punhado de nozes cruas como lanche da tarde.