Na tarde de 14 de junho de 2022, três filhotes de Labrador Retriever foram largados sem qualquer cuidado em Renfrewshire, na Escócia. O episódio aconteceu por volta das 16h, quando um homem simplesmente se desfez dos animais em plena rua.
Por sorte, um morador da região percebeu a cena e decidiu agir. Ele recolheu os pequenos e os levou imediatamente para o abrigo da Scottish SPCA, onde receberam os primeiros cuidados. Apesar da tenra idade e da aparência dócil, havia algo de errado: os cães apresentavam sinais de doença.
Diagnóstico assustador
Os veterinários confirmaram as suspeitas da equipe do abrigo: os três estavam infectados com parvovirose canina, enfermidade altamente contagiosa e potencialmente letal que ainda preocupa tutores e especialistas no Reino Unido.
Desta vez, o resgate rápido fez toda a diferença. Os filhotes foram tratados a tempo, já estão se recuperando e receberam vacinação adequada para evitar novas infecções.
Ligações com o comércio ilegal de filhotes
O caso chamou atenção das autoridades porque, poucos dias antes, outro labrador da mesma idade havia sido encontrado morto na região. Através da análise das microchips de identificação, descobriu-se que ele era irmão de ninhada dos três sobreviventes.
Investigações apontam que esses cães estavam ligados a um esquema de criação ilegal. Segundo um investigador envolvido, o abandono provavelmente aconteceu porque os animais adoeceram e deixaram de ser “rentáveis” para quem os explorava.
Além disso, descobriu-se que o mesmo vendedor havia enganado um comprador, marcando encontro em local público para vender dois filhotes e uma cadela que dizia ser a mãe. O novo tutor, pouco depois da adoção, precisou correr ao veterinário: o filhote também estava contaminado pelo vírus.
Combate ao comércio cruel
Em nota oficial, um porta-voz da Scottish SPCA reforçou que a entidade segue firme na luta contra o tráfico e a venda ilegal de filhotes, um mercado que coloca em risco a vida de milhares de cães todos os anos.
O responsável por esse abandono ainda não foi localizado, mas a investigação continua. A expectativa é que, com apoio da sociedade e maior fiscalização, práticas cruéis como essa sejam cada vez mais combatidas.