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Dormir com seu gato ou cachorro faz bem? Veja o que dizem os especialistas

Daniel Faria

Para alguns, nada é mais reconfortante do que o ronronar de um gato ou a respiração calma de um cão ao lado da cama. Mas será que dividir o travesseiro com o seu bichinho realmente ajuda a dormir melhor? Pesquisas científicas já levantaram essa questão e especialistas apontam prós e contras dessa prática tão comum entre tutores.

Um efeito apaziguador

Uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos em 2015 mostrou que mais da metade dos participantes deixava seus animais de estimação dormir no quarto. Entre eles, 41% relataram ter um sono mais tranquilo quando o gato ou cachorro estava por perto. A explicação estaria na sensação de segurança e relaxamento que esses companheiros transmitem.

Há quem descreva seus cães como verdadeiras “bolsas de água quente” ou conte que só consegue adormecer profundamente quando o gato se aconchega no peito. O chamado poder terapêutico do ronronar é frequentemente citado por veterinários: as vibrações sonoras emitidas pelos felinos têm efeito calmante, quase como uma música suave, e podem reduzir o estresse e a ansiedade.

O despertar felino às cinco da manhã

Apesar das vantagens, dormir com o pet também tem seus inconvenientes. O mesmo estudo revelou que 20% dos donos se diziam incomodados durante a noite. Isso acontece principalmente com os gatos, que possuem um ritmo biológico diferente do nosso. São mais ativos ao amanhecer e ao entardecer — o que explica os despertares matinais quando, às cinco da manhã, muitos miam pedindo atenção ou para sair.

Especialistas lembram que, mesmo que o gato interrompa o sono em alguns momentos, ele também pode ajudar o tutor a pegar no sono mais facilmente. Em outras palavras: o “saldo” emocional costuma ser positivo, ainda que o relógio desperte mais cedo por causa do felino.

O risco das alergias

Outro ponto de atenção são as alergias. Estima-se que milhões de pessoas sofram de sensibilidade a cães e gatos, o que pode ir de simples coceiras e olhos lacrimejantes até crises de asma. O que provoca a reação não são os pelos em si, mas proteínas presentes na saliva e na pele dos animais, que acabam se espalhando pelo ambiente.

Segundo especialistas em alergologia, prever quem desenvolverá esse tipo de reação é difícil. Curiosamente, algumas pesquisas sugerem que crianças expostas a animais desde cedo podem ter menos risco de desenvolver alergias no futuro. Ainda assim, cada caso é único e deve ser acompanhado por um médico.

Entre benefícios e cuidados

Dormir com cães e gatos pode, sim, trazer bem-estar, sensação de segurança e até ajudar no combate ao estresse. No entanto, também é preciso considerar fatores como o ritmo noturno dos felinos e as possíveis reações alérgicas. A decisão, portanto, deve equilibrar afeto e saúde, lembrando sempre que a convivência harmoniosa com os animais exige respeito às necessidades de ambos.

Você sabia?
De acordo com a American Academy of Sleep Medicine, dividir a cama com um pet pode ser positivo para quem busca conforto emocional, mas é importante manter hábitos de higiene adequados, como lavar roupas de cama com frequência e garantir consultas regulares ao veterinário.

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