Para muitos tutores, permitir que o cão durma na mesma cama é um gesto de carinho e proximidade. No entanto, especialistas alertam que essa prática pode trazer riscos para a saúde humana, especialmente em determinadas condições.
Por que não é recomendado
Embora o convívio próximo com cães seja benéfico para o vínculo afetivo, compartilhar a cama pode expor o tutor a microrganismos potencialmente perigosos. Esses agentes podem ser transmitidos pelo contato direto, como lambidas, pelos ou até partículas microscópicas vindas das patas e fezes.
Segundo a professora Alejandra Perotti, especialista em ácaros da Universidade de Reading, pessoas com o sistema imunológico comprometido — seja de forma permanente ou temporária — devem evitar totalmente dormir com seus cães.
Microrganismos e parasitas
Um dos parasitas mencionados por especialistas é o Demodex canis, um ácaro comum em cães, mas que, em casos raros, pode ser encontrado em humanos, causando problemas de pele como a sarna. Embora incomum, a especialista reforça que não se deve subestimar os riscos trazidos por pulgas, carrapatos e outros parasitas.
Le sabia? Os carrapatos são transmissores da doença de Lyme, provocada pela bactéria Borrelia, que pode gerar complicações sérias se não for tratada adequadamente.
Como se proteger
Com a chegada do clima quente, carrapatos e outros parasitas tornam-se mais ativos. Para proteger os pets, medidas preventivas são fundamentais. Plantas como manjericão, tomilho-limão e louro atuam como repelentes naturais e ainda podem ser usadas na culinária.
Se, mesmo com cuidados, o animal for infestado, a orientação é buscar um veterinário para prescrever antiparasitários externos, disponíveis em formatos como pipetas, sprays ou comprimidos.
Dormir junto com o cão pode parecer um ato de afeto inofensivo, mas a longo prazo, adotar hábitos mais seguros garante o bem-estar de ambos — e evita transformar um gesto de amor em um risco à saúde.