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Mulher ensina gato a falar com botões e cria um “monstrinho” em casa

Daniel Faria

Tudo parecia uma ideia divertida: ensinar o gato a se comunicar com botões sonoros. Mas a partir do momento em que Vashta descobriu como usá-los para pedir o que queria, não houve mais volta. Literalmente.

Um botão que virou obsessão

Vashta é uma gata preta charmosa que vive no Minnesota, nos Estados Unidos, com sua tutora — uma artista apaixonada por fotografia, viagens e plantas. Mas desde que a humana decidiu introduzir um sistema de botões sonoros em casa, a relação entre as duas ganhou um novo capítulo. Um tanto barulhento.

A ideia era simples: ajudar Vashta a se comunicar apertando botões com palavras como “comida”, “brincar” e, o mais perigoso de todos, “lá fora”. E é exatamente esse que virou a perdição felina.

Gato que pode se comunicar com botões

O botão “lá fora” nunca descansa

Se antes Vashta apenas miava perto da porta, agora ela aciona seu botão favorito com toda a convicção de quem sabe o que quer. E o faz o tempo todo. De manhã cedo, à tarde, no meio da noite… quando a vontade de explorar bate, ela vai direto ao ponto.

E mesmo quando a tutora tenta dissuadi-la com um botão de “não”, a gatinha responde sem pestanejar — com mais um apertão no “lá fora”. Ela simplesmente não aceita um não como resposta. E, convenhamos, quem nunca teve um colega insistente que não entendia a dica?

@mayakindamischief

But honestly, same Vashta. Guess the apple doesn’t fall far. 😅 #petsoftiktok #blackcats #talkingcat #catsoftiktok #fluentpet #cats

♬ Funny – Gold-Tiger

A liberdade tem som de clique

Essa pequena tecnologia para pets, que vem ganhando adeptos entre tutores de gatos e cães, é uma maneira criativa de promover a comunicação entre humanos e animais. Mas, como tudo na vida, há sempre o risco de que a criatura tome gosto — e controle — da invenção.

Vashta agora é dona de um vocabulário claro, de vontades afiadas e, ao que tudo indica, de uma rotina própria de passeios, na qual sua tutora é apenas uma assistente de logística.

Quando ensinar vira libertar

O caso de Vashta é engraçado, mas também levanta aquela reflexão: será que estamos prontos para ouvir o que nossos pets realmente pensam? Afinal, uma coisa é interpretar um miado ou um olhar. Outra é ter uma patinha exigente apertando um botão às três da manhã com a audácia de quem tem pressa.

Seja como for, a relação entre Vashta e sua humana é a prova de que comunicação é tudo — mesmo quando envolve botões, miados e aventuras noturnas.

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Daniel Faria