O mundo das coleções é vasto e fascinante. Há quem junte moedas, selos, vinis raros ou até carrinhos em miniatura. Mas, em meio a tantas escolhas comuns, também existem paixões que beiram o insólito. Entre elas, está a latrinapapirophilia, nome complicado que designa justamente os apaixonados por colecionar rolos de papel higiênico.
Sim, você leu certo: para alguns, esse objeto cotidiano se transforma em item de valor sentimental e artístico.
O início de uma coleção inusitada

A francesa Agathe Dogimont, natural de Les Sables d’Olonne, na região da Vendée, descobriu essa paixão ainda adolescente. Tudo começou quando, no colégio, participava da preparação de um espetáculo e acabou guardando alguns rolos vazios. O que parecia uma brincadeira virou passatempo — e, mais tarde, estilo de vida.
Com o tempo, Agathe não só acumulou peças, como também deu um passo além: decidiu transformar sua coleção em algo criativo. Com a ajuda de uma costureira, confeccionou uma roupa feita inteiramente de rolos. Para isso, foram usados cerca de 400 tubos de papelão. A inspiração veio de uma influenciadora que havia feito um vestido com embalagens de chocolate.
O resultado? Uma aparição surpreendente em um desfile improvisado na praia, onde banhistas e curiosos não acreditavam no que viam.
Mais de mil peças e contando
Atualmente, Agathe já ultrapassou a marca de mil rolos. A maioria vem de doações de vizinhos e conhecidos, que apoiam sua dedicação à coleção. O curioso é que, longe de ser apenas um hobby, essa prática exige tempo e organização — afinal, guardar tantos objetos assim não é tarefa simples.
Mesmo assim, ela não pensa em parar. Pelo contrário: segue ampliando seu acervo com entusiasmo, mostrando que sua paixão está longe de chegar ao fim.
Quando a criatividade transforma o banal
Histórias como a de Agathe nos lembram que a criatividade pode estar nas coisas mais simples do dia a dia. O que para muitos seria apenas lixo reciclável, para outros pode se transformar em arte, moda ou até patrimônio afetivo.
E se no futuro a coleção de Agathe ganhar um espaço em uma galeria de arte contemporânea, não seria surpresa: afinal, o valor das coisas muitas vezes está na forma como escolhemos olhar para elas.