Nos rápidos do Zêzere

Pedro Vaz Pinto
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Um Domingo diferente a descer rápidos no Zêzere.

Para muitos pode ter sido um domingo igual a todos os outros, a curtir a ressaca do fim de semana, espojados no sofá com um olho fechado e o outro pregado no Canal 1, mas nós tínhamos que fazer algo diferente.
 
 
O nosso objectivo era o rio Zêzere, nascido nas encostas agrestes da Serra da Estrela, e que segue nervosamente o seu caminho tortuoso através de espectaculares paisagens beirãs antes de desaguar placidamente no Tejo, perto de Constância.

Levámos algumas horas enfiados na velha carrinha Mercedes do André, até chegarmos ao nosso ponto de partida. Este teve que ser bem escolhido, uma vez que este ano o S. Pedro não tem sido benevolente para os canoístas, com a ausência de chuva a reflectir-se negativamente no caudal dos rios.

Desta feita optámos por começar em Silvares, e a ideia era terminarmos ao fim do dia a Sul de Dornelas, isto se tudo corresse bem, situação tanto desejável como improvável.

O troço escolhido é um dos mais selvagens deste rio, longe ainda dos efeitos nefastos das barragens que o domesticam mais a juzante.

Às 9 horas da manhã já estávamos dentro de àgua, devidamente equipados, agasalhados, e preparados para o turbilhão.

Fomos eu, o Irra e o Dudu em três kayaks "Riot" individuais, e numa canoa insuflável seguiam o André com a Mafalda, maçarica que se estreava em àguas bravas.

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