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Proteger as raças autóctones

Sara Otero (Ano 2000)

Foi criada a Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones. No entanto, muito trabalho terá de ser feito para reconhecer o valor ambiental do criador das raças autóctones.

Em Bragança, 12 associações de criadores de raças autóctones do Norte e Centro do País reuniram-se com o objectivo de fazer maior pressão junto do poder central e no sentido de conseguirem apoios específicos para a produção de animais autóctones, e constituíram a Federação Nacional das Associações de Raças Autóctones (FERA). Embora esta federação avance apenas com 12 associações, deverá ver os seus elementos alargados a breve prazo.
No entanto, será necessário realizar ainda um importante trabalho para reconhecer o valor ambiental do criador das raças autóctones que, apesar de possuir pequenas explorações, pode dar um contributo muito importante na preservação do património genético e vegetal. Refira-se que algumas raças não têm ainda constituído o livro genealógico, como acontece com a ovelha bordalesa de Entre Douro e Minho, e outras só agora começam a dar os primeiros passos, designadamente a galega minhota.

 

Por outro lado, as raças autóctones transmontanas, designadamente a raça mirandesa e barrosã, enfrentam problemas de consanguinidade, situação que está a comprometer o melhoramento dos efectivos, uma vez que a sua preservação tornou-se ainda mais difícil desde que os produtores deixaram de ter apoio à inseminação artificial.

 

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