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Quando é que o rio de Alenquer estará fora de perigo?

Sara Otero (Ano 2000)

Amostras de peixe morto recolhidas no rio de Alenquer, apontam para um excesso de alcalinidade da água. Resultado da lavagem de vasilhame em unidades de engarrafamento?

Segundo conclusões do laboratório do Instituto de Investigação Marítima (Ipimar), que analisou amostras de peixe recolhidas no rio de Alenquer no passado dia 14 de Julho, a causa aparente da grande mortandade de peixe registada foi um excesso de alcalinidade da água. Embora a Direcção Regional de Ambiente e do Ordenamento do Território (DRAOT) de Lisboa e Vale do Tejo aguarde ainda dados complementares, põe a hipótese desta mortandade estar relacionada com a lavagem de recipientes nas unidades de engarrafamento feitas com agentes alcalinos, nomeadamente hidróxido de sódio. No entanto, esta conclusão não pode ser extrapolada, devido à escassez das amostras de peixe.
Realce-se que esta foi a terceira vez que apareceram milhares de peixes mortos no troço do rio de Alenquer que atravessa a vila. Além disso, em Maio passado, técnicos da DRAOT detectaram descargas ilegais de águas residuais provenientes de uma unidade de engarrafamento de vinhos da freguesia de Olhalvo, entretanto sujeita a um auto de contra-ordenação. Os dados recentemente divulgados pelo Ipimar voltam a apontar para eventuais responsabilidades de unidades de engarrafamento de vinhos.
 

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