Naturlink

Investigação sobre o habitat invernal do Milherango ou Maçarico-de-bico-direito em Portugal

José Alves

Está a ser implementada uma rede europeia de seguimento do Milherango e a estudar-se o uso do habitat da espécie no Inverno. Conheça os projectos que se estão a desenvolver e saiba como pode contribuir para este estudo internacional.

Com o objectivo de estudar a utilização do habitat invernal da espécie Limosa limosa em Portugal, foram iniciados dois projectos de investigação envolvendo dois grupos de pesquisa em ecologia de limícolas: a Universidade de East Anglia no Reino Unido e a Universidade de Groningen na Holanda.

Os dois grupos desenvolveram esquemas de anilhagem que permitirão fazer o seguimento da espécie, obtendo assim dados sobre a utilização do habitat invernal bem como sobre os padrões de migração e dinâmica populacional. Os trabalhos de seguimento em Portugal, serão integrados nas bases de dados europeias, criadas com a colaboração de ornitólogos amadores, e não só, em vários países europeus (Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica, França e Espanha).

Apesar da inteira partilha de dados e até de trabalho de campo, cada um dos grupos de investigação estuda uma subespécie de forma mais detalhada e por isso a subespécie Limosa limosa islandica é anilhada segundo o esquema estabelecido pela Universidade de East Anglia e a subespécie Limosa limosa limosa segundo o esquema da Universidade de Groningen.


Pretende-se obter a colaboração de todos os interessados na indicação de registos em território nacional, para que Portugal possa também contribuir na rede europeia de seguimento da espécie e para que as zonas nacionais utilizadas pela espécie sejam consideradas, numa perspectiva internacional, como parte fundamental do habitat desta ave migradora.

Pede-se assim a indicação da cor e posição de cada anilhar, juntamente com a data, hora, local e número de aves presente no bando. O registo da pata (e da posição: tíbia ou tarso) em que cada anilha se encontra é fundamental, pois há várias combinações semelhantes. Note-se também que algumas anilhas são “bandeiras” - possuem um prolongamento perpendicular à pata facilmente visível à distancia – sendo importante registar se tal é o caso.

 

Indicações sobre o esquema inglês - UEA (também em: www.uea.ac.uk/~b072834):

- As anilhas verdes podem ser de tom escuro ou mais pálido (lima) – este último é por vezes difícil de distinguir da anilha de cor branca;

- Algumas aves podem ter uma anilha acima do joelho com um X, duas barras horizontais ou um número e uma letra;

- As anilhas da mesma ave podem ser de tamanhos diferentes. Se assim for é necessário registar se são longas ou curtas;

- Todos os registos recebidos, obterão como resposta a história de seguimento da respectiva ave.

Possíveis combinações das anilhas. Estas combinações podem ser em qualquer uma das patas.

 

 

 

Indicações sobre o esquema holandês – UG:


- Cores usadas nas anilhas e bandeiras: amarelo, azul, vermelho e branco;


- Algumas aves têm também uma anilha metálica que não faz parte do esquema, não sendo relevante para a identificação do indivíduo.

 

Por Favor envie os registos para:


Jennifer Gill ou José Alves
School of Biological Sciences
University of East Anglia
Norwich, NR4 7TJ, U.K.
j.gill@uea.ac.uk (em inglês)
j.alves@uea.ac.uk

Pedro Lourenço
Centro de Biologia Ambiental
Departamento de Biologia Animal
Faculdade de Ciências – Uni. de Lisboa
1749-016 Campo Grande, Lisboa
oceanblue@portugalmail.com


Apesar de toda a informação obtida ser também encaminhada para o ICN/CEMPA. Poderá também faze-lo directamente:

CEMPA
Rua de Santa Marta 55
1150-194 LISBOA
Tel: +351 213 507 900
Fax. +351 213 507 984
cempa@icn.pt

Comentários