J.M.W. Turner, o grande pintor do Mar

José Marmeleira - ARTLINK
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Não era, porém, só a superfície do mar que interessava ao pintor. Aquilo que nele vivia, também foi objecto dos seus quadros. Peixes e crustáceos surgiam individualizados em várias obras como símbolos de uma beleza estética, mas também de vivências das populações costeiras.


3. The Grand Canal, Venice
Óleo sobre tela 91,4 x 122,2 cm

Outras das características de Turner tinha a ver com o facto de não raras vezes dispensar um cartografar rígido da paisagem. Muitas das suas pinturas marítimas foram feitas em pleno campo, impulsionadas por um misto de imaginação e técnica. Como se as imagens caíssem naturalmente dos movimentos da mão em direcção à tela. Este talento serviria de inspiração a muitos pintores românticos alemães e franceses, ensinando-lhes o valor da contemplação e o modo como esta pode ser transposta para o espírito criador. Em causa estava pois a necessidade de uma investigação empírica. Se necessário, o artista devia entregar-se ao seu objecto, seduzi-lo antes de o enredar num gesto. Turner fê-lo como marinheiro e artista.

Muitas das imagens que a sua visão apreendeu, a sua pintura não conseguiu mostrar. A intangibilidade do mar nem tudo deixava aprisionar pelo que não nos surpreende o espanto que sentiu quando viu a primeira imagem fotográfica do mar. O tempo não permitiu contudo a Turner mais experiências. Ficaram as cores da infinitude do mar e da sua arte. E uma influência decisiva nos impressionistas e nos olhares destes sobre a natureza.


4. The Lake of Zug, 1843
Aguarela e guache sobre grafite em papel; 29,8 x 46,6 cm

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