Alberto Carneiro e a poética da terra

José Marmeleira - ARTLINK
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Vista da exposição retrospectiva de Alberto Carneiro patente no Centro Galego de Arte Contemporânea, Julho de 2001

O próprio Alberto Carneiro chamara à sua arte, arte ecológica mas o seu objectivo não era outro que uma crítica aos conceitos de natureza e do homem para assim desvendar os seus fundamentos universais. Não se vislumbrava nenhum tipo de voluntarismo político. Em causa estava também uma experiência sensorial que os espectadores deviam poder experimentar abstraindo-se das tentações denotativas. Interessava antes de tudo descobrir uma poética e estética profundamente imbricadas na vida. E na terra.

Obras tais como Homenagem à Vénus de Willendorf, Trajecto de um Corpo e Uma Floresta Para os Teus Sonhos, são exemplos dessa procura que o próprio artista relacionou com a ideia de sonhar (com) a natureza. A natureza da arte como bem espiritual. A natureza em que nascemos, como nossa eterna e íntima companheira.


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