Mitos

Nuno C. António (texto) e João Bugalho (aguarelas)
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DIONÍSIO, também chamado BACO, era o deus grego do vinho e da vegetação, especialmente dos frutos das árvores. Com o tempo. acabou por se tornar o deus do vinho e da boa disposição para o povo grego. Era benevolente e generoso para quem o adorava e honrava e implacável, trazendo destruição e loucura a quem dele, e os dos rituais orgíacos do seu culto, desdenhava. Segundo a tradição, morria no Inverno e renascia na Primavera, acompanhando o ciclo dos frutos. Muitas das peças dramáticas gregas estão a este ciclo associadas O festival mais importante onde decorriam competições de drama era denominado o "Grande Dionísia" que decorria em Atenas durante 5 dias todas as primaveras. Foi para esta celebração que grandes dramaturgos gregos com Sofócles e Eurípedes escreveram as suas mais importantes tragédias. No século V a.c., o deus Dionísio está associado a celebrações primaveris com um carácter frenético e libertino onde decorriam momentos orgíacos de intoxicação. Eram denominados os mistérios de Dionísio. Estes tornam-se comuns também para os romanos que os denominavam Bacchanalia. As celebrações atingiram níveis extremos de indulgência tendo sido proibidos pelo Senado em 186 a.c.


MITOLOGIA CELTA

A literatura europeia e a mitologia celta estão repletas de seres que nos são extremamente familiares. A floresta é um dos locais a maior parte delas vive, aparece ou tem grande aventuras.


As FADAS são figuras míticas que existem desde tempos remotos no folclore. São, genericamente, criaturas sobrenaturais, geralmente com forma humana que habitam um mundo imaginário chamado "Terra das fadas". Intervêm na vida dos humanos recorrendo à magia. Apesar de possuírem uma terra natal, as fadas existem no imaginário humano como vivendo na florestas, montes, ribeiros. Nas florestas, são normalmente encontradas de noite, dançando à volta dos "aneis de fadas", que podem círculos de cogumelos, árvores, arbustos ou outras plantas. As fadas têm tomado muitas formas com os povos e culturas, mas a sua presença é praticamente universal. O termo fadas é também utilizado para referir outras criaturas como gnomos, elfos, trasgos (goblins), trolls, anões, duendes, duendes das minas (kobolds), espíritos lamentativos (banshees), espíritos (sprites) e ondinas (undines). Apesar disso, a imagem que temos mais presente é a de seres de corpo semi-transparente, delicados que formam círculos enquanto dançam, que vem da literatura europeia. São normalmente considerados, no folclore humano, seres benéficos mas muito sensíveis, caprichosos e que gostam de pregar partidas. Existem igualmente fadas más que provocam azarares como o enfeitiçamento de crianças e o desaparecimento de gado.


Os UNICÓRNIOS são bestas imaginárias, com corpo de cavalo, que têm, na sua testa, um chifre longo torcido. São de um branco muito puro, pelo que foram sempre símbolos de virgindade, pureza, sacralização e castidade. Uma outra descrição semelhante relata-os como cavalos brancos com pés de antílope e um chifre em espiral existente num sulco na suas testas, branco na base, preto no centro e vermelho na ponta. A eles estão associados poderes curativos bem como a característica de serem impossíveis de caçar. As únicas pessoas que deles se poderiam aproximar seriam virgens de comportamento dócil, que os impressionariam e a quem eles se dirigiriam e baixariam a cabeça submissamente, atraídos não pela beleza ou castidade das damas, mas sim pelo perfume dos seus vestidos.

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