Ficha da Rã-de-focinho-pontiagudo

Mário Ferreira
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FACTORES DE AMEAÇA

Os factores de ameaça identificados pela equipa do Livro Vermelho foram:

1.A perda, fragmentação e degradação do habitat devido a factores antropogénicos:
a.Abandono da agricultura tradicional – perda de lameiros e de outras massas de água para reprodução;
b.Agricultura intensiva;
c.Substituição dos habitats naturais por florestas de produção;
d.Construção de infra-estruturas industriais e urbanas;
e.Poluição aquática;
f.Incêndios florestais.

2.Introdução de espécies exóticas, predadoras de larvas e ovos, como o Lagostim-vermelho-do-Louisiana;

3.Capacidade limitada de dispersão;

4.Elevada mortalidade juvenil.



HABITAT

Ocorre numa grande variedade de habitats, geralmente nas imediações de pequenas massas de água com alguma cobertura herbácea, preferindo terrenos encharcados como prados lameiros ou brejos. Pode-se reproduzir em charcos, poças temporárias, ribeiros, canais de rega e inclusive em lagoas costeiras porque é tolerante a águas salobras. Apesar de preferir baixas e médias altitudes pode-se encontrar até aos 1200m na Serra de Montesinho.

ALIMENTAÇÃO

Os adultos alimentam-se sobretudo em terra, perto das massas de água onde habitam. Não seleccionam as presas, comendo todos os pequenos animais que se mexam nas proximidades desde que tenham um tamanho adequado, chegando mesmo a comer juvenis da própria espécie.

As larvas alimentam-se principalmente fitoplâncton  e de material orgânico em decomposição. Podem também comer pequenos invertebrados aquáticos.



INIMIGOS NATURAIS

Os principais predadores desta espécie são cobras (Natrix natrix, Natrix maura, Hemorrhois hippocrepis) aves (Buteo buteo ,Lanius collurio, Tyto alba, Ciconia ciconia, Ciconia nigra, Athene noctua e Strix aluco) e mamíferos (Genetta genetta, Lutra lutra, Mustela vison e Meles meles) As larvas são predadas por insectos aquáticos, peixes, cobras de água e outros anfíbios, como Triturus marmoratus. Existem registos de Triturus pygmaeus a predar os ovos de D. galganoi.

REPRODUÇÃO

O período reprodutivo varia conforme a região, podendo estender-se do princípio do Inverno até ao final do Verão. O amplexo é inguinal e de curta duração (inferior a 2 minutos) e ocorre dentro de água. A fêmea acasala sucessivamente com vários machos depositando de cada vez 20 a 50 ovos, podendo chegar aos 1500 ovos no total, ainda que a média se situe entre os 350 e os 600. Devido ao facto dos espermatozóides serem grandes e com pouca mobilidade, calcula-se que até 60% dos ovos possam ficar sem ser fertilizados. Os ovos são escuros e esféricos e levam de 2 a 9 dias a incubar. A metamorfose é completada ao fim de 20 a 60 dias, emergindo pequenos juvenis (10 – 11mm).


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