Ficha do Sapo-de-unha-negra

Rui Braz e Maria João Cruz
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O sapo-de-unha-negra é um anfíbio robusto, com a particularidade de possuir uma espora negra nos membros posteriores que utiliza para escavar. Embora se distribua por todo o país, muito pouco se sabe sobre a abundância das suas populações.

 

 

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

O sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes) é um anuro (anfíbio sem cauda) que pode atingir 10 cm de comprimento. Tem um aspecto robusto e a cabeça destaca-se pouco do corpo. O focinho é arredondado. Os olhos são proeminentes, situados lateralmente, com pupila vertical e a íris é geralmente dourada ou prateada com pigmentos escuros. Não possui glândulas paratóides (glândulas ovóides, produtoras de substâncias irritantes, situadas na parte posterior da cabeça) e o tímpano não é visível. Os membros anteriores têm 4 dedos livres e os posteriores possuem 5 dedos unidos por extensas membranas interdigitais, cujo tubérculo metatarsiano, muito desenvolvido, forma uma espora negra característica desta espécie. A sua pele é lisa e a cor de fundo varia muito, podendo ser amarelada, acinzentada, esverdeada ou castanha, com ou sem manchas mais escuras. Ventralmente são esbranquiçados, amarelados ou acinzentados.

Os machos são mais pequenos que as fêmeas, pelo menos nalgumas populações. Além disso, apresentam no antebraço um complexo glandular volumoso que é particularmente visível na época de reprodução. Os desenhos contrastantes são mais frequentes nas fêmeas.

Os girinos recém eclodidos medem cerca de 1 cm de comprimento e crescem rapidamente. A crista caudal é muito alta e convexa, prolongando-se pela linha média do corpo, e o extremo da cauda termina em ponta. Os olhos situam-se numa posição elevada e muito afastados um do outro.

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Está presente na Península Ibérica, assim como na costa mediterrânica e parte da costa atlântica (golfo da Biscaia) de França. Em Portugal encontra-se de Norte a Sul, mas pouco se sabe sobre a sua abundância.


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