Caça Fotográfica: uma alternativa à caça convencional

Alexandre Vaz
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Felizmente, estes requisitos podem ser encontrados numa outra actividade, com um número crescente de praticantes, cujos impactos na natureza são certamente menores (num sentido ou noutro): a Fotografia de Vida Selvagem.

À primeira vista a comparação pode parecer absurda, mas se virmos com atenção as semelhanças são muitas. Em ambas as situações percorre-se o campo com roupas discretas, em silêncio e com muita paciência. Por vezes dispara-se muito e não se apanha nada, mas quando o dia corre bem pode-se trazer um trofeu para pendurar na parede.

Tal como na caça, é necessário algum equipamento, que pode ser relativamente em conta ou muitíssimo caro. Para alem do equipamento, na fotografia não se gastam cartuchos, mas gasta-se filme. Não é portanto de estranhar que, com todas estas semelhanças, existam vários fotógrafos muito bons que são, ou começaram por ser caçadores. No entanto, enquanto um cartucho lança inúmeros chumbos que podem atingir vitalmente a presa em diferentes locais, uma fotografia que apenas apanhe uma parte do corpo do animal, é quase sempre mal sucedida. Para alem de encontrar “a presa”, o fotógrafo tem que focar, medir a luz, e não tremer. Mas estas dificuldades apenas tornam esta modalidade ainda mais apaixonante. Não menos importante é a diferença no que toca aos riscos inerentes à manipulação de armas de fogo, que como sabemos causam infelizmente todos os anos vários acidentes mortais.


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