Desenvolvimento sustentável em pequenas ilhas

Isabel Abreu
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 Alterações climáticas e desastres naturais

Apesar de as ilhas contribuírem pouco para a emissão de gases com efeito de estufa, são dos territórios mais susceptíveis aos efeitos das alterações climáticas e desastres naturais, tais como secas, tempestades, cheias e subida do nível do mar. O tsunami que afectou o sudoeste asiático em 26 de Dezembro de 2004 e os vários acidentes naturais que têm tido lugar por todo o mundo são terríveis exemplos da susceptibilidade das ilhas. No início de 2004, as ilhas Tuvalu sofreram os efeitos de ondas gigantes que destruíram as partes mais baixas destas ilhas, cujo ponto mais alto está apenas a 4,5 metros acima do nível do mar, tendo afectado os recursos de água potável e as culturas agrícolas. Dado que a maior parte da actividade económica das ilhas se desenvolve junto da costa, a subida do nível do mar tem efeitos socio-económicos negativos, podendo obrigar à deslocação das populações para outros locais. A erosão das praias e o branqueamento dos corais são alguns dos efeitos visíveis das alterações climáticas nestes ecossistemas. Apesar de não estar ainda provado, vários estudos apontam para um aumento de 10-20% da intensidade de fenómenos como ciclones, tsunamis e erupções vulcânicas como consequência das alterações climáticas.
 
Aquecimento e subida do nível do mar

Prevê-se uma subida da temperatura média de 1-3,5º C e uma subsequente subida do nível do mar de 15-95 cm no até ao ano 2100. A observação da evolução da situação de várias ilhas mostra que o mar tem subido cerca de 2mm por ano. Algumas ilhas têm desenvolvido medidas de adaptação a estes fenómeno como, por exemplo, a construção de paredes de protecção contra cheias como as que existem nas Maldivas. As medidas de adaptação apresentam custos elevados e, para tal, as ilhas dependem muito da ajuda externa para se adaptarem a estes fenómenos.

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