A história dos resíduos

Isabel Palma
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Em 1388 o parlamento inglês baniu o despejo de resíduos nos diques e cursos de água devido à interferência dos mesmos no normal fluxo de água. Em 1400, quando a pilha de resíduos fora de Paris era tão alta que interferia com a defesa da cidade, foi publicado um regulamento que obrigava todos os indivíduos, que transportassem areia ou pedras para a construção, a transportar igual carga de resíduos ou esterco quando saíssem da cidade. Estes exemplos mostram uma vontade dos governos agirem em matéria de resíduos para evitar problemas associados à saúde pública e segurança. 

Nos Estados Unidos da América, foi instituído o primeiro serviço municipal de limpeza das ruas na cidade de Filadélfia, decorria o ano de 1757. Foi também nesta altura que os americanos começaram a enterrar os seus resíduos em vez de os lançarem para a rua. 

Com a Revolução Industrial, parte da população dos meios rurais migrou para as cidades e os padrões de vida e de consumo dos cidadãos alteraram-se significativamente. Como resultado houve um aumento exponencial da quantidade e diversidade de resíduos produzidos e aumento da poluição em geral: ar, água e solos. 

O problema tornou-se especialmente grave quando a acumulação de resíduos em baldios sem qualquer controlo passou a estar associado ao aparecimento de patologias. Após as novas descobertas científicas na área da saúde iniciou-se no fim do século XIX e início do XX, o desenvolvimento de muitos serviços de saneamento incluindo a recolha de resíduos domésticos. 

Contudo, algumas medidas adotadas para melhoria de processos conduziram elas próprias ao um aumento da quantidade de resíduos produzidos. Quando William Stewart, o chefe da cirurgia do hospital Jonh Hopkins em 1893 começou a utilizar luvas descartáveis para prevenir infeções começou naturalmente a criar mais lixo. 

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