É possível encontrar algumas dezenas de estudos que atestam que o alho, sob variadas formas, pode promover um decréscimo nos níveis de colesterol e triglicéridos, em pacientes com elevados níveis destes lípidos, o que resultará numa redução dos distúrbios cardiovasculares, nomeadamente, a arteriosclerose, a trombose e o enfarte do miocárdio. Também o envelhecimento das paredes da aorta parece ser retardado pelo consumo diário de alho, resultado extremamente importante para explicar a sua actuação na redução da pressão sanguínea. Por exemplo, investigadores do Departamento de Medicina do New York Medical College encontraram uma redução de 5,5% na pressão sistólica e uma suave redução na pressão diastólica do sangue, como resposta ao consumo de extractos de alho. São, assim, muitos os estudos que relacionam o alho com a prevenção e tratamento da hipertensão.
Outra área de investigação pretende determinar os efeitos do alho na prevenção e tratamento de tumores. Foi provado que ele consegue travar o desenvolvimento de tumores em ratos, no cólon, recto, esófago, estômago e pele. Existem estudos em tubos de ensaio que demonstram a capacidade do alho inibir o crescimento das células cancerígenas da próstata, embora não se saiba ainda se o mesmo acontece no ser humano. Sabe-se, por exemplo, como resultado de estudos chineses comparativos de comunidades consumidoras regulares de alho com outras que não o incluem na sua dieta, que o cancro gastrointestinal apresenta uma menor incidência nas primeiras comunidades. No entanto, não se pode esperar que o alho consiga suspender completamente o desenvolvimento destes tumores, apesar das evidências apontarem para a existência de três tipos de mecanismos de acção – afectando directamente as células cancerígenas, aumentando as células do sistema imunitário que combatem as cancerígenas e inibindo determinadas substâncias químicas que se crê funcionarem como indutoras do desenvolvimento de carcinomas.
Apesar da maioria dos estudos desenvolvidos nos últimos 15 anos incidir sobre a relação do alho com as doenças cardiovasculares e o cancro, existem ainda outras linhas de investigação, nomeadamente a que explora as propriedades antibióticas do alho. Testes in vitro revelam as potencialidades dos compostos activos do alho no combate a agentes infecciosos, como os da gripe, do herpes e outros vírus. Para além disso, certos compostos interferem com o metabolismo dos fungos, impedindo o seu desenvolvimento, e combatem infecções bacterianas, por vezes de forma mais eficaz do que a penicilina. As propriedades antibióticas do alho revestem-se de extrema importância, à medida que as investigações médicas sobre a etiologia de diversas doenças mostram que estas são provocadas maioritariamente por processos inflamatórios. Por exemplo, a Heliobacter pylori é uma bactéria que tem sido relacionada com o desenvolvimento de úlceras no estômago e o alho parece ser eficaz no seu combate. Outra das suas acções mais notáveis, e à qual tem sido dada muita atenção actualmente, é a sua capacidade de combater a candidíase, uma infecção provocada pela Candida albicans, um fungo indesejável.