Afinal por que razão fazemos nós a Árvore de Natal?

Carlos Rio Carvalho
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Nasceu também a indústria das decorações de Natal nas quais a Turíngia se especializou.

No princípio do Século XVIII, com os monarcas de Hannover, a Grã-Bretanha começou a importar a tradição. Mas foi uma imagem publicada pela Illustrated London News, mostando a Rainha Vitória e Alberto, com os filhos, junto à árvore no castelo de Windsor no Natal de 1846, que consolidou a tradição nas Ilhas britânicas.

Na América a tradição remonta à guerra da independência, trazida, como não podia deixar de ser, por soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a diversidade de povos e culturas. Contudo, no Natal de 1856 a Casa Branca estava enfeitada com uma árvore de Natal e desde 1923 que esta tradição se mantém sem interrupções. 
 

E em Portugal ? 
 
A aceitação da árvore de Natal pelos Portugueses é recente quando comparada com outros países, o presépio foi durante muito tempo a única decoração natalícia. Em Portugal se fizeram e fazem dos mais belos presépios do mundo. Quem não conhece os famosos presépios de Machado de Castro?

Até aos anos cinquenta, a Árvore de Natal era até algo mal vista nas cidades, e nos campos era pura e simplesmente ignorada. Mas o tempo tudo muda. Hoje é já uma tradição e todos gostamos de trazer um pinheiro e sentir o cheiro amável com que invade a casa. É como se nesta altura um pouco dessa terra longínqua, pura e bravia com que gostamos de sonhar desde crianças se materializasse mesmo ao pé de nós.

 

 

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