Ambiente e Saúde

Isabel Abreu
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A saúde humana é fortemente afectada pela poluição. Mundialmente tem-se assistido a um interesse crescente na relação entre Ambiente e Saúde. Em Junho de 2004 foi aprovado o Plano de Acção Europeu Ambiente e Saúde – saiba o que se passa nesta área.

Um estudo da Agência Europeia do Ambiente (AEA) sobre o estado do Ambiente na Europa1 indica que entre um quarto a um terço da morbilidade (doença) é atribuída a factores ambientais.

Alguns números revelados no estudo da AEA referido anteriormente indicam que:

- A asma, as alergias e outras doenças respiratórias associadas à poluição do ar constituem a principal causa de hospitalização na Europa;

- A nível mundial estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas morrem prematuramente devido à poluição do ar;

- A incidência de cancro é de cerca de 138 casos em cada 1 milhão de crianças, por ano, na Europa, associado a radiação UV, produtos químicos industriais e agrícolas;

- A exposição ao Chumbo, Mercúrio e PCBs está associada ao desenvolvimento de distúrbios físicos e mentais de cerca de 10% das crianças de muitas populações europeias.

Novos riscos

Apesar da melhoria que se tem verificado na qualidade do ar e da água nas últimas décadas, algumas das doenças relacionadas com o ambiente continuam a representar um grave perigo para a saúde. Tal é o caso das doenças transmitidas pela água tais como a cólera, febre tifóide, malária e problemas gastrointestinais.

Os efeitos da qualidade do ar e da água na saúde humana são já bastante conhecidos, no entanto, novas áreas como as alterações climáticas e a exposição a produtos químicos constituem um conjunto mais complexo de interacções com a saúde humana e ainda pouco conhecidos.

Quanto à qualidade do ar, os principais riscos para a saúde humana estão associados ao ozono troposférico, metais pesados e partículas. A AEA indica que a exposição prolongada das pessoas às partículas no ar nas grandes cidades europeias é responsável por cerca de 60.000 mortes por ano. As elevadas concentrações de ozono troposférico que se registam, principalmente no Verão, são responsáveis pelo aumento das doenças respiratórias, representando cerca de 2000 mortes prematuras na Europa.

A presença de chumbo na água (por exemplo, com origem nas tubagens) com consequências a nível do sistema neurológico, a presença de nitratos (com origem nos pesticidas usados na agricultura) e pesticidas representam ainda graves ameaças à saúde humana.

As alterações climáticas representam um conjunto complexo de possíveis interacções com a saúde humana. As pessoas ficarão expostas a temperaturas mais elevadas com efeitos a nível dos sistemas respiratório e circulatório, maior poluição do ar, cheias e desenvolvimento de insectos transmissores de doenças, tais como os mosquitos responsáveis pela infecção pelo parasita da malária.

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