A Floresta Mediterrânica no início do Mediterrâneo

Nuno Leitão
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No fim do período Terciário, no Pliocénico, os continentes assumiram o posicionamento actual, surgiu o clima mediterrânico e o coberto vegetal sofreu uma completa transformação dando origem à vegetação que hoje conhecemos.

Antes do nascimento do Mar Mediterrânico existia o gigante Oceano Tetis, que subdividiu o super-continente Pangaea em dois (Laurasia a Norte e Gondwana a Sul). No fim do período do Oligocénico (há 25 milhões de anos), o Oceano Tetis, já muito reduzido com os movimentos continentais, ficou dividido em dois, com a junção do continente africano ao asiático. À medida que o continente africano se aproximava do europeu, este mares foram-se reduzindo. O mar do nordeste deu origem aos mares Cáspio, Negro e Aral, e o mar do sudoeste perdeu contacto com as águas do Oriente, onde hoje se encontra o oceano Índico. A deriva continental continuou e o continente africano chocou com o europeu fechando também o oceano do sudoeste na zona ocidental e provocando o aparecimento do Mare Mediterranean (mar no meio da terra).

No Pliocénico as massas continentais aproximavam-se rapidamente da configuração actual. Este período surge após a reabertura ocidental do mar mediterrânico ao oceano atlântico, pelo Estreito de Gibraltar, o que permitiu a renovação da água na Bacia Mediterrânica, após quase ter secado. Formaram-se assim as características fisiográficas e geomorfológicas que praticamente existem actualmente na região.

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