Balanço ambiental de 2003 e perspectivas para 2004

Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
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Portugal Cada Vez Mais Longe de Cumprir Quioto
Portugal continua a aumentar as suas emissões atmosféricas de gases com efeitos de estufa (GEE) e a distanciar-se cada vez mais dos objectivos traçados no âmbito do Protocolo de Quioto. Apesar de termos a possibilidade de aumentar as emissões de GEE em 27% relativamente aos valores de 1990, ano após ano o País tem vindo a agravar a sua situação, tendo já ultrapassado em mais de 9% esse limite máximo estabelecido para o período 2008-2012. Devido ao seu mau desempenho, Portugal pretende agora fazer uso do Comércio Europeu de Licenças de Emissões e dos Mecanismos de Flexibilidade, para além das acções inicialmente previstas (aumento da eficiência energética, adopção de energias renováveis, promoção dos transportes públicos, etc.).


As Cinco Maiores Ameaças Ambientais para 2004


Mais Incineração de Resíduos
Na área da política de resíduos, é com muito receio que encaramos as intenções do governo e de algumas autarquias em apoiar a instalação de uma unidade de incineração de resíduos sólidos urbanos na zona centro do País (Coimbra e Aveiro) e outra na Ilha de São Miguel nos Açores. O aumento da capacidade de incineração em Portugal compromete ainda mais as metas de reciclagem e constitui uma via ambiental e economicamente insustentável para a gestão dos resíduos urbanos. A adopção desta solução é ainda mais incompreensível quando actualmente a incineração já não é considerada uma metodologia de valorização (é apenas eliminação) e os níveis de reciclagem terão de aumentar substancialmente nos próximos anos.

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