i) Disrruptores endócrinos - induzem alterações hormonais;
ii) Citotóxicos - efeito nocivo na célula;
iii) Carcinogénicos - induzem cancro;
iv) Mutagénese - induzem mutações no ADN;
v) Genotóxicos - danificam o ADN.
Devido aos graves e variados efeitos biológicos a nível dos ecossistemas e da saúde pública que os poluentes presentes no meio ambiente acarretam, presencia-se actualmente um crescente investimento na área de desenvolvimento de monitorização ambiental. São várias as plataformas tecnológicas baseadas no princípio de biosensor que foram desenvolvidas e encontram-se disponíveis para a determinação e monitorização dos poluentes. Seguem-se alguns exemplos.
Devido à sua toxicidade, ubiquidade e persistência, os pesticidas são os poluentes orgânicos cujas concentrações permitidas no ambiente se encontram extensivamente legisladas. São vários os biosensores desenvolvidos para a detecção destes compostos, a grande parte baseada na inibição de enzimas específicas na presença do pesticida (por exemplo, acetilcolinesterases).
Apesar da sua produção ter sido banida em vários países, os poluentes orgânicos bifenil policlorados (PCBs) persistem no meio ambiente. No entanto encontram-se desenvolvidos imunosensores e sensores de ADN úteis para a sua monitorização.
As dioxinas, subprodutos policlorados libertados como resultado de inúmeros processos químicos que envolvam cloro, são considerados carcinogénicos e uma ameaça para a saúde pública. Biosensores que recorrem a células hepáticas como elemento de reconhecimento biológico permitem determinar a sua presença.
Entre outros poluentes orgânicos encontram-se os compostos fenólicos, cuja capacidade de bioacumulação no ambiente é extraordinária; os surfactantes usados nos detergentes, que permitem a permeabilização a outros poluentes em animais aquáticos; os compostos aromáticos derivados de produtos petrolíferos que comprometem a potabilidade da água; e os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos derivados da combustão incompleta de combustíveis ricos em carbono (madeira, carvão, diesel, gordura ou tabaco). Para estes poluentes são vários os biosensores desenvolvidos (enzimáticos, imunosensores, recorrendo a bactérias alteradas geneticamente, etc) que permitem a sua monitorização;
Substâncias médicas libertadas para o meio ambiente têm merecido menor atenção por parte de investigadores e legisladores. No entanto, a presença de antibióticos no meio ambiente contribui para o aumento da tão preocupante multiresistência a antibióticos. Para esta questão estão a ser aplicados imunosensores ópticos.
Quanto a poluentes inorgânicos, o fosfato inorgânico e os nitratos (principais componentes de adubos) são responsáveis pelo fenómeno de eutrofização das águas, que por sua vez origina redução de biodiversidade de um ecossistema. Biosensores enzimáticos permitem a quantificação de fosfato inorgânico, e biosensores com bactérias alteradas geneticamente permitem determinar nitratos.
De realçar ainda os metais pesados (chumbo, mercúrio, etc). Estes compostos de ausente função nos organismos levam a bioacumulação e bioconcentração podendo originar doenças severas. Estes metais podem ser monitorizados recorrendo a biosensores que utilizam enzimas, células e bactérias alteradas geneticamente.