i) Biosensores de afinidade;
ii) Biosensores catalíticos.
Nos primeiros, o elemento de reconhecimento biológico interage com o elemento em análise de uma forma estequiométrica, ou seja, a ligação entre ambos segue uma cinética particular e previamente conhecida. Nestes biosensores, os elementos de reconhecimento biológico podem ser ácido desoxirribonucleico (ADN), anticorpos, receptores proteicos, células, tecidos, etc. (Figura 2). De salientar que a principal vantagem dos biosensores de afinidade é a possibilidade de análise múltipla. O número de moléculas analisadas por um biosensor de afinidade é superior devido à vasta gama de especificidades facilmente obtidas aquando do uso de ditas unidades de reconhecimento biológico (por exemplo, anticorpos usados para desenvolver imunosensores). Por outro lado, nos biosensores catalíticos a interacção entre o elemento de reconhecimento biológico com o elemento em análise resulta na conversão de um substrato, inicialmente não detectado, num produto mensurável por meios ópticos ou electroquímicos. Estes elementos de reconhecimento biológico são principalmente enzimas ou microorganismos (bactérias ou leveduras) alterados geneticamente (Figura 2). A natureza catalítica destes biosensores permite detectar substratos, produtos, inibidores ou modeladores da reacção. Quanto ao elemento de transdução de sinal, são vastas as propriedades físicas que podem ser exploradas, no entanto as propriedades electroquímicas, ópticas e acústicas têm sido mais usadas (Figura 2).

Figura 2: Exemplos de princípios explorados para o desenvolvimento de biosensores de aplicação ambiental.[ampliar]
De uma forma geral, os poluentes são classificados em compostos orgânicos ou inorgânicos de acordo com a sua estrutura química. No entanto, os poluentes podem ainda ser classificados de acordo com o seu modo de acção uma vez alojados no organismo: