Sensibilização Ambiental - Importância e Relação com a Gestão Ambiental

Rita Teixeira d’Azevedo
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Necessidade Crescente de Sensibilização Ambiental

É comum dizer-se que vivemos numa sociedade de consumo. Comprar a todo o custo tornou-se praticamente na finalidade de uma existência plenamente vivida. Consumir pode, é certo, fazer-nos sentir bem, mas acarreta contrapartidas negativas para o Ambiente. Os bens e serviços que consumimos requerem o uso de toda a espécie de recursos planetários e o aumento exponencial do consumo está a provocar a indisponibilidade destes recursos para o futuro, ou seja, é um consumo não sustentável.

Com efeito, a sobreexploração dos recursos naturais, em particular os renováveis, é de tal modo que a capacidade de renovação está a ser seriamente afectada. É o caso das florestas, do solo agrícola (os produtos químicos que são utilizados para obter uma maior produtividade das plantas a curto prazo impedem que o solo se regenere com novos nutrientes), das águas subterrâneas (a procura de água não pára de aumentar), dos stocks de pescado, entre outros. Quanto aos recursos minerais não renováveis, nos últimos anos aumentou vertiginosamente a sua extracção, como é o caso do petróleo.

Todos nós contribuímos, pois, com os nossos “modus vivendi” para a degradação do Ambiente. Como alguém disse, queixamo-nos e lamentamo-nos da perda da qualidade de vida em virtude da destruição do Ambiente, mas cada um de nós, com os nossos confortáveis hábitos, contribui diariamente para essa destruição.

A defesa do Ambiente implica uma outra forma de consumir, logo, de viver. Consumir menos é uma forma de poupar os recursos naturais para as gerações vindouras. É, portanto, um meio de proteger o Ambiente.


Campanhas de Sensibilização Ambiental

A formação profissional em Ambiente tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante, dado o panorama nacional de mudança em relação às questões ambientais dos sectores económicos em geral.

O sector dos resíduos é o que tem merecido uma maior atenção e aposta nesta área. É o caso das campanhas de sensibilização ambiental relativas à reciclagem. Com efeito, para a aplicação funcional da famosa tríade dos erres (3 R’s – Reduzir, Reciclar, Reutilizar) é necessário existir uma profunda sensibilização e formação por parte de todos os intervenientes na produção de resíduos e igualmente daqueles que os recolhem e lhes dão um destino final.

No entanto, o que seria lógico, uma aposta desde o início na educação (sensibilização e formação), está a ficar inexplicavelmente para último plano. O CARSU - Conselho de Acompanhamento do PERSU (Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos), na reunião de 16 de Dezembro de 1998 classificou a educação - uma das seis prioridades estratégicas da gestão de resíduos sólidos urbanos - como atrasada.

Esta situação tem criado algumas situações menos positivas, nomeadamente a fraca participação da população nos instrumentos de recolha selectiva (ecopontos, ecocentros e recolha selectiva porta-a-porta) e/ou a sua incorrecta utilização.

De acordo com a estratégia comunitária adoptada para a gestão de resíduos, considera-se como objectivo prioritário a redução na origem das quantidades de resíduos produzidos, mediante o recurso, entre outros meios, a tecnologias limpas e à reutilização, devendo encarar-se, como parte integrante de qualquer estratégia de desenvolvimento sustentável, a sua valorização/tratamento.

O sucesso da valorização de componentes de resíduos está dependente da sua recolha selectiva, por forma a serem garantidos baixos níveis de contaminação dos materiais a serem posteriormente enviados, a preços competitivos, às indústrias. Torna-se assim necessário criar hábitos e mentalidade correctos de reciclagem, para que se consigam atingir as metas legais e ambientais.

Relação com a Gestão Ambiental

Para alcançar uma correcta gestão ambiental a todos os níveis, quer organizacionais, quer globais, é necessário sensibilizar a população para a problemática ambiental.

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