Remoção de Nutrientes de Águas Residuais

Rita Teixeira d’Azevedo
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Quanto à desnitrificação biológica, numerosos são os heterotróficos presentes nas lamas activadas que são capazes de reduzir os nitratos até ao estádio de azoto molecular, na ausência de oxigénio, como é o caso do género Pseudomonas. Em geral, há também produção em quantidades reduzidas de N2O.

NO3- + CBO5 -> N2 + CO2 + H2O + OH- + Biomassa celular


A redução do nitrato envolve o seguinte processo sequencial:

NO3 -> NO2 -> NO -> N2O -> N2


Qualquer das três últimas formas inorgânicas pode ser libertada como produto gasoso da reacção, mas a que origina impactes ambientais menos importantes é o azoto gasoso.


O pH da mistura afecta profundamente a taxa de desnitrificação, em função da concentração de oxigénio dissolvido. Os valores de pH que permitem a desnitrificação situam-se em pH alcalino.

Remoção Biológica de Fósforo


Na remoção biológica de fósforo os microrganismos são sujeitos a uma sequência que compreende uma zona anaeróbia seguida por uma zona aeróbia, devendo os valores de pH situar-se na gama neutra.


Esta alternância permite a selecção de uma população capaz de acumular fósforo em quantidade muito superior às necessidades estequiométricas. Os microrganismos normalmente associados a esta acumulação acrescida de fósforo pertencem ao género Acinetobacter.


Deste modo, a concepção de novas instalações de tratamento de águas residuais deve incluir processos de remoção de nutrientes. Esta necessidade é imposta por várias razões, quer por uma questão de ética ambiental, quer pelo facto de a legislação em vigor assim o exigir, quer pela tecnologia e o “know-how” para a concretização se encontrar disponível.

 

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