Partículas inaláveis são pior poluente nos centros urbanos

Quercus – Associação Nacional de Protecção da Natureza (18-09-2004)
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Na véspera de mais um Dia Sem Carros, a associação Quercus alerta para a necessidade de se intervir rapidamente sobre o tráfego das áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, de forma a minorar os efeitos graves da má qualidade do ar na saúde pública.

A situação

A Quercus analisou os dados estatísticos provisórios disponibilizados online pelo Instituto do Ambiente, correspondentes às medições de poluentes do ar feitas em estações de monitorização existentes no País e com dados disponíveis para o ano de 2003. Seleccionou depois, para uma análise mais detalhada, as denominadas aglomerações da Área Metropolitana de Lisboa Norte e do Porto Litoral. A primeira integra o concelho de Lisboa e os concelhos envolventes da margem Norte do Tejo; a segunda integra o concelho do Porto e os concelhos em redor.

As partículas inaláveis (PM10), foram o poluente escolhido, por ser um dos mais graves em termos de consequências para a saúde pública e afectar de forma mais significativa um maior número de pessoas num maior período de exposição. Nas cidades, as partículas inaláveis têm origem predominante nas emissões de tráfego, em particular dos veículos a gasóleo, mas também de algumas indústrias e da construção civil. Ocasionalmente poderão existir níveis elevados resultantes de eventos naturais com origem em África ou associados aos fogos florestais.


 
 
Foram igualmente analisados os dados referentes a outros dois poluentes característicos do tráfego (dióxido de azoto e monóxido de carbono), mas os níveis detectados, principalmente em relação ao segundo poluente referido, não são de forma alguma tão preocupantes como os verificados em relação às partículas inaláveis. Os efeitos destes três poluentes para a saúde pública são apresentados em anexo.

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