ETAPs e Piscinas Biológicas: o mesmo conceito mas aplicações tão diferentes

Maria João Carvalho
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As piscinas mais frequentes têm escoamento horizontal superficial com substrato de areia e com macrófitas aquáticas fixas emergentes e submersas e, flutuantes emergentes e submersas, ou seja, derivam do tipo mais frequente de escoamento das ETAP’s, com mistura de vários tipos de macrófitas com o intuito de optimizar a sua actuação na depuração da água da piscina. Algumas das espécies mais utilizadas são: Aucuba, Bambus sp, Calycantus floridos, Cornus alba, Cornus floridos, Phragmites communis, Phragmites australis, Scirpus sp.,Rhamus frangola, Juncus inflexus, Juncus effusus, Íris pseudocorus, Íris kaempferi, Lithum officinalis, Petacites officinalis, Auruncus sylvester, etc...

No que respeita ao substrato destas piscinas, combina-se areia lavada com seixo, para que não exista matéria orgânica disponível, para que as plantas retirem a maior parte dos nutrientes apenas da água e ainda, por questões sanitárias. O seixo por razões de permeabilidade, assegura o escoamento sub-superficial da água e ao aquecer esteriliza as partículas que escoam à superfície.

Para além da função de remoção de diversas substâncias do meio aquático e sua acumulação nos tecidos, as plantas contribuem também para: evapotranspiração, atenuação da absorção luminosa pelos substratos, redução do transporte eólico de substâncias para a água, diminuição dos riscos de ressuspensão, transporte convectivo de gases e produção de antibióticos, entre outros.

A água a utilizar numa Piscina Biológica pode ser da rede pública ou qualquer outra, que contenha baixos níveis de matéria orgânica e resíduos. No Verão uma parte da água evapora e deve ser reposta para não expor demasiado as plantas, e no Inverno a chuva provoca excesso de água pelo que deve incluir-se na piscina um dreno horizontal para escoar o mesmo.

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