ETAPs e Piscinas Biológicas: o mesmo conceito mas aplicações tão diferentes

Maria João Carvalho
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Algumas plantas têm uma capacidade muito significativa de bioacumulação de metais. O efeito depurativo que estes vegetais levam a cabo nas massas de água poluídas, onde se podem desenvolver, depende da luz solar disponível e da sua capacidade de penetração na massa de água considerada. Essas espécies são mais ou menos resistentes à presença de poluentes em solução e/ou suspensão, em contraste com o que se verifica com outras macrófitas e algas, sensíveis à poluição aquática. Assim, desde que os efeitos tóxicos não se sobreponham ao processo de crescimento vegetativo, pode verificar-se uma bioacumulação significativa de metais presentes na solução em causa, os quais é possível, mais tarde, recuperar. Como exemplos surgem os casos do Jacinto de água que permite a recuperação de Cádmio, a Eichhornia crassipes para a Prata e a Pistia stratiotes que permite a recuperação de Crómio. Também os nitratos e fosfatos são bioacumuláveis e por isso retirados da água, produzindo biomassa rica nestes compostos para fins agrícolas ou nutricionais.

A biomassa produzida neste tipo de sistemas de tratamento pode ser reutilizada em produção de energia por digestão anaeróbia, alimentação animal, produção de alimentos levedurizados e ensilagem.

Nestes sistemas as taxas de remoção de poluentes são idênticas aos sistemas convencionais, há baixos consumos energéticos, utiliza-se mão-de-obra não especializada, a área de ocupação é proporcional à população e, não é necessária a manutenção de caudais constantes. O único inconveniente prende-se com o facto de as ETAP’s requererem sensivelmente mais área que os sistemas convencionais devido ao facto de ser necessária a implantação de lagoas sucessivas.

As piscinas biológicas assentam na tecnologia das ETAP’s e classificam-se normalmente em função de 3 critérios fundamentais:

- tipo de escoamento;
- tipo de substrato;
- tipo de plantas utilizadas.

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