Garça-real, pescadora elegante

Teresa Catry
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MOVIMENTOS

Na Europa, as populações do Norte são migradoras, enquanto que as do Centro e do Mediterrâneo são residentes ou migradoras parciais, podendo deslocar-se para Sul, para África, em Invernos mais rigorosos. Antes da verdadeira migração, nos meses de Verão, as Garças-reais, especialmente os juvenis, dispersam em todas as direcções. A migração de Outono inicia-se em Setembro e prolonga-se até final de Outubro. Em Fevereiro tem lugar a migração nupcial, sendo as colónias geralmente reocupadas em Março.


CURIOSIDADES

As maiores colónias de Garça-real localizam-se em França. Nos anos 80 a maior colónia francesa albergava cerca de 1100 casais.


LOCAIS FAVORÁVEIS À OBSERVAÇÃO

Em Portugal, os locais onde a espécie é mais abundante correspondem a estuários e lagoas costeiras, nomeadamente os Estuários do Tejo e Sado e a Lagoa de Santo André, onde abundam as potenciais áreas de alimentação. No interior do país a distribuição da espécie acompanha as bacias hidrográficas dos rios Sado e Guadiana, estando os indivíduos associados a cursos de água. No Alentejo ocorre ainda em açudes e barragens.

BIBLIOGRAFIA

Elias, G. L., Reino, L. M., Silva, T., Tomé, R. e P. Geraldes (Coods.) 1998. Atlas das Aves Invernantes do Baixo Alentejo. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Lisboa.

Sauer, F. 1983. Aves Aquáticas. Editorial Publica.

Snow, D.M. e C.M. Perrins (Eds.) (1998). The birds of the Western Palearctic. Concise Edition; vol. 1 Non passerines. Oxford University Press.

Voisin, C. 1991. The Herons of Europe. T & AD POYSER. London.

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