MOVIMENTOS
Na Europa, as populações do Norte são migradoras, enquanto que as do Centro e do Mediterrâneo são residentes ou migradoras parciais, podendo deslocar-se para Sul, para África, em Invernos mais rigorosos. Antes da verdadeira migração, nos meses de Verão, as Garças-reais, especialmente os juvenis, dispersam em todas as direcções. A migração de Outono inicia-se em Setembro e prolonga-se até final de Outubro. Em Fevereiro tem lugar a migração nupcial, sendo as colónias geralmente reocupadas em Março.
CURIOSIDADES
As maiores colónias de Garça-real localizam-se em França. Nos anos 80 a maior colónia francesa albergava cerca de 1100 casais.
LOCAIS FAVORÁVEIS À OBSERVAÇÃO
Em Portugal, os locais onde a espécie é mais abundante correspondem a estuários e lagoas costeiras, nomeadamente os Estuários do Tejo e Sado e a Lagoa de Santo André, onde abundam as potenciais áreas de alimentação. No interior do país a distribuição da espécie acompanha as bacias hidrográficas dos rios Sado e Guadiana, estando os indivíduos associados a cursos de água. No Alentejo ocorre ainda em açudes e barragens.
BIBLIOGRAFIA
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