Garça-real, pescadora elegante

Teresa Catry
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ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

De um modo geral, nos últimos anos, a população europeia de Garça-real tem vindo a aumentar. Esta espécie não se encontra ameaçada na Europa, nem em Portugal. Está incluída na Convenção de Berna (Anexo III).

FACTORES DE AMEAÇA

As principais causas de mortalidade nesta espécie estão associadas às actividades humanas, nomeadamente à agricultura e à piscicultura. No que respeita à primeira, a contaminação das aves por pesticidas parece constituir o principal factor de ameaça. Em relação à segunda, em Inglaterra, o abate de garças que se alimentavam nas pisciculturas quase levou à extinção da espécie nos anos 70. As Garças-reais são ainda particularmente sensíveis a Invernos rigorosos, podendo sofrer baixas importantes nas suas populações, das quais só recuperam num período de 2 a 3 anos.


HABITAT

Ocorre principalmente nas latitudes médias até às latitudes limite, onde os Invernos são demasiado rigorosos e o solo fica sob neve ou gelo, sendo menos abundante e mais dispersa nas zonas mediterrânicas, subtropicais e tropicais. Ocupa habitats de baixa altitude, geralmente associados a corpos de água e a zonas florestadas, sendo a garça mais arbórea, com excepção do Goraz (Nycticorax nycticorax). Prefere corpos de água pouco profundos, de água corrente e ricos em alimento e a sua grande capacidade de adaptação permite-lhe habitar estuários, deltas, rios, pauis, lagoas, arrozais, diques, canais, entre outros.

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