PREFERÊNCIAS AMBIENTAIS
Ocorre sobre solos ácidos não calcários como os graníticos, quartzíticos e xistosos, principalmente nos mais degradados. No que diz respeito à altitude, pode ser encontrada desde o nível do mar (habitando inclusivamente as areias das praias) até aos 1000 m. É muito resistente à seca ocorrendo mais em zonas soalheiras que nas umbrias. São plantas bastante resistentes ao vento, mesmo ao marítimo.
Do ponto de vista de jardinagem, não reage muito bem aos cortes de ramos, particularmente nos indivíduos mais velhos. São igualmente muito sensíveis a perturbações nas suas raízes.

A ESTEVA NO ECOSSISTEMA
A esteva é um elemento fundamental das paisagens de regiões com solos ácidos, formando matos densos que constituem a etapa mais baixa da sucessão ecológica provocada pelos incêncios fortes e demasiadamente frequentes e pelo sobrepastoreio.
A sua distribuição é muito semelhante à da azinheira (Quercus ilex spp rotundifolia), ocupando o espaço da última quando ocorrem incêndios de grande intensidade. O aumento da altitude e o aparecimento do carvalho negral (Quercus pyrenaica) em detrimento da azinheira leva à substituição da esteva por outra cistácea muito parecida: o Cistus laurifolius, que, como o nome indica, tem folhas muito parecidas às do loureiro (Laurus nobilis).
Pelas características edáficas dos seus locais de ocorrência, e esteva é um indicador biológico da degradabilidade dos solos.
As suas flores são muito atractivas para as abelhas que as polinizam.
Cruzam-se com muita facilidade com outras espécies do género, formando híbridos.