Cedro-do-Buçaco, o cipreste a quem chamam cedro

Nuno Cruz António
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O Cedro-do-Buçaco tem uma denominação curiosa e enganadora: não é de facto um cedro, é um cipreste, e a sua designação científica Cupressus lusitanica resultou de um erro do classificador, é na realidade uma espécie originária da América Central!

 

 

 

 

TAXONOMIA

O Cupressus lusitanica, Miller, pertence ao género Cupressus, família Cupressaceae.

Esta espécie assume vulgarmente o nome de Cedro do Buçaco, dado os magníficos exemplares que se tornaram o ex-libris da Mata do Buçaco, e o nome vulgar de “cedro” deriva do odor que exala, semelhante às espécies do género Cedrus.

CARACTERÍSTICAS GERAIS E MORFOLÓGICAS

Árvore de porte mediano (entre 25-30 m de altura), de crescimento rápido, copa cónica, com o tronco envolvido por uma casca castanho-avermelhada que se destaca em placas, tornando-se mais espessa e fendida longitudinalmente com a idade. Distingue-se de outros ciprestes pelos vértices agudos das suas folhas escamiformes, de cor azul-esverdeada. Os frutos são gálbulas pequenas (de 1 a 1,5 cm de diâmetro), globosas a elipsóides, azuis-acinzentadas quando jovens, mas tornando-se castanhas e brilhantes com a idade, com escamas (6 a 8) providas de um mucrão bem desenvolvido.


CONDIÇÕES AMBIENTAIS

Espécie bastante eclética, mas com preferência por solos de pH neutro a levemente ácido ou básico, leves e fundos. Os climas húmidos são aqueles aos quais dá primazia. Tolera bem os solos calcários e a secura. É ainda resistente à poluição atmosférica urbana.

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