Ficha da Andorinha-das-chaminés

Teresa Catry
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Sendo um símbolo primaveril, à semelhança do que acontece com outras andorinhas, as Andorinhas-das-chaminés reúnem-se em grandes bandos, em fios eléctricos, preparando-se para a migração outonal rumo ao sul: numa imagem única e inesquecível.

 

 

CARACTERÍSTICAS E IDENTIFICAÇÃO

Pertencente à família Hirundinidae, que engloba todas as andorinhas que ocorrem na Europa, a Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) possui a cauda nitidamente bifurcada com longas penas caudais (2-7 cm), que a tornam facilmente identificável, apenas confundível com a Andorinha-dáurica (Hirundo daurica). No entanto, distingue-se desta pelo facto de não apresentar as penas do uropígio de cor branca e ferrugem, ter a nuca da mesma cor que o dorso e ter pequenas manchas brancas quase na extremidade das penas da cauda. A Andorinha-das-chaminés tem entre 17 e 19 cm de comprimento e 32 a 34,5 cm de envergadura. À semelhança das outras aves desta família, possui bico curto e escuro, corpo esbelto e asas compridas. A cabeça, dorso, cauda e asas (com excepção das penas de voo que são pretas) são azuladas; as faces e garganta são avermelhadas e o peito e a barriga são brancos. Tem um voo leve e hábil, tipicamente com rápidas mudanças de direcção, seguindo os movimentos dos insectos que persegue.

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Ocorre como nidificante em grande parte da Eurásia, Norte de África e América do Norte. Cerca de 15% da área de distribuição mundial está situada na Europa, onde só está ausente na tundra árctica. Embora algumas populações europeias sejam insuficientemente conhecidas, uma estimativa feita nos anos 90 aponta para a existência de 13.000.000 a 33.000.000 casais na Europa, sendo principalmente a Rússia, a Alemanha, a Polónia e a Bulgária, mas também o Reino Unido, Espanha, Portugal, Itália, República Checa, Croácia, Ucrânia e Bielorússia, os países com maior importância para esta espécie. Em Portugal, cuja população foi estimada em 1.000.000 casais, ocorre como nidificante em todo o território continental, sendo acidental na Madeira e nos Açores. Apesar de não ser invernante, a Andorinha-das-chaminés está presente em Portugal durante todo o ano, uma vez que existem aves que migram para as áreas de invernada apenas em Novembro ou mesmo Dezembro e há outras que chegam ao nosso país no mês de Janeiro.

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