A difícil escalada para as energias renováveis

Cláudia Fulgêncio
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O ex-secretário de Estado do Ambiente defende a criação de zonas de produção de energia eólica, em conjunto com zonas agrícolas e industriais, e a definição dos locais onde se pode ou não instalar parques eólicos.

Carlos Pimenta acredita que nos próximos anos ocorrerá uma mudança do paradigma tecnológico da energia, já que os países tentarão desenvolver cada vez mais as fontes renováveis. O ex-secretário de Estado do Ambiente refere o exemplo da província de Navarra, em Espanha, onde se prevê que, em 2010, os consumos energéticos serão 100% assegurados por fontes renováveis. Além da aposta nas energias renováveis, Carlos Pimenta defende, ainda, que Portugal tem de se mostrar mais preocupado com a sua ineficiência energética e com o cumprimento do protocolo de Quioto.

 António Betâmio de Almeida considera essencial que o nosso país uniformize os critérios de licenciamento da utilização dos recursos naturais e que se agilizem os processos, para que a energia eólica se torne progressivamente mais competitiva. Este responsável acredita que se está a caminhar no sentido de se conciliarem os prós e os contras inerentes à produção de energia a partir do vento.

Anunciou ainda que a APREN está a elaborar um Plano Estratégico das Energias Renováveis, que será entregue ao Ministro da Tutela, para servir de base ao Governo na efectivação de uma política de energias renováveis.

 Bibliografia

Estrela, Â. (2001). Energias renováveis: que futuro? AEP-Ambiente 49: 16-24.

 

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