Recifes de coral e suas ameaças

Susana Ribeiro
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O stress antropogénico maciço nos recifes teve o seu início na Segunda Guerra Mundial, quando os militares fecharam a lagoa do atol Palmyra, conduzindo à morte de todos os recifes da lagoa.

Entre os diversos tipos de impacto antropogénico podem mencionar-se as descargas de efluentes directamente para os recifes, assim como descargas para o oceano que, devido às correntes oceânicas, acabam por chegar aos recifes. A acumulação de nutrientes estimula o crescimento de algas que inibem o desenvolvimento dos corais, acabando por os substituir. A presença de produtos tóxicos na água provoca, igualmente, a morte dos corais, assim como a poluição por óleo que inibe o crescimento e reprodução dos pólipos. A explosão de turistas nas duas últimas décadas também prejudica grandemente os recifes.

- Pesca nos recifes: a exploração dos recursos vivos dos recifes (peixes, invertebrados, moluscos, caranguejos, camarões, ouriços, algas comestíveis, conchas e corais como lembranças) e de areia para construção destabiliza o recife, diminuindo a sua capacidade de regeneração, conduzindo ao seu desaparecimento. A exploração dos recursos de um recife de coral deve ser feita de forma racional.

Referências bibliográficas

Nybakken, J.W. (1988). Marine biology. An ecological approach. Harper and Row, Publishers, New York, 514p.

Sorokin, Y.I. (1993). Coral Reef Ecology. Ecological Studies. Vol. 102. Springer-Verlag Berlin Heidelberg. Germany, 465p.

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