O projeto ecológico e ambiental das Salinas do Samouco

Inês Rosado (junho de 2015)
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Durante os trilhos que percorrem toda a extensão das salinas podem ver-se a olho nu alguns tipos de aves como o flamingo, mas há outras que são mais difíceis de encontrar. Para esse efeito, as salinas dispõem de pequenas casas construídas em sítios estratégicos onde se pode fazer a observação das aves através de telescópio, assim como à entrada é disponibilizado equipamento para a visita – que pode ser livre ou guiada – como bicicletas e binóculos. O complexo das salinas leva também a cabo o processo de anilhagem científica das aves, que lhes permite recolher um elevado número de dados, entre os quais se destaca quantos anos pode viver uma espécie, de onde vêm e para onde vão. “

A anilhagem é como um bilhete de identidade, o registo é sempre diferente de ave para ave”, partilha André “Uma ave pode ser anilhada aqui e anos mais tarde ser encontrada na Islândia, por exemplo. A anilhagem vai fornecer-nos muitos dados nessas ocasiões.”

Aqueles que visitam as salinas podem também regozijar-se com as dezenas de burros mirandeses que estão no local, a única espécie certificada de burros portugueses, que ali se encontram ao abrigo de um projeto de conservação.

Como os burros, também existem nas salinas outros tipos de mamíferos como coelhos-bravos, raposas e micromamíferos tais como ratos e ratazanas. Apesar de atuarem maioritariamente em ambiente noturno, estes animais são também contabilizados como pertencentes do habitat das salinas uma vez que os visitantes também procuram por eles, principalmente as crianças.

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