O projeto ecológico e ambiental das Salinas do Samouco

Inês Rosado (junho de 2015)
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A Fundação das salinas do Samouco faz ainda, pela altura do verão, atividades de rapação de sal para todos os interessados em participar, que vão continuar a trazer muitos visitantes ao complexo pela experiência de se tornarem salineiros por umas horas. É uma atividade que se realiza todos os anos e que dá mais visibilidade à Fundação e a todo o trabalho que dia após dia é realizado nos cerca de cinco quilómetros de extensão que separam a entrada, do lado de Alcochete, ao final das salinas, já em território pertencente à freguesia do Samouco.

Para além do sal, que ainda hoje é recolhido e comercializado, não só na loja das salinas como em pequenos comércios e lojas gourmet, a Fundação das Salinas do Samouco conta com outros projetos, não só ao nível de estudos das aves como mais recentemente ao nível das plantas halófitas, projeto levado a cabo por Márcia: “Há uma novidade no nosso projeto que é ao nível das plantas halófitas. As plantas halófitas são plantas aquáticas que aguentam estar submersas durante grandes períodos de tempo e que sobrevivem a grandes salinidades. São também conhecidas como legumes do mar.

Em alguns países já são incluídas na alimentação, aqui ainda estamos muito no início e tudo começou com a salicórnia (…) São plantas comestíveis, são riquíssimas, têm muitas propriedades da água marinha como antioxidantes… tem uma série de nutrientes importantes e muitas delas têm sal incluídas.” Estas plantas halófitas surgiram devido ao constante abandono e degradação das salinas, que precisam de um constante trabalho de manutenção e de responsáveis que saibam no que estão a trabalhar. Como apenas uma está em funcionamento, o abandono das restantes tornou possível um crescimento cada vez mais maior destas plantas. O objetivo, para já, é comercializar os “legumes do mar”, sendo que com as vendas Márcia alertou que “não pretendemos aqui enriquecer. A totalidade do valor conseguido com estas vendas e também com as vendas do sal reverte a favor da Fundação e dos nossos projetos de conservação.”

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