Recifes de Coral, sua Distribuição e Origem

Susana Ribeiro
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A sedimentação, que está relacionada com o escoamento de água doce, também é considerada um factor limitante no desenvolvimento dos corais. A maioria dos corais não suporta uma deposição elevada de sedimentos, não só porque estes se depositam nas estruturas alimentares, como também reduzem a luminosidade da água, dificultando a fotossíntese. Em geral, o desenvolvimento dos recifes de coral é maior em áreas que estejam sujeitas a forte hidrodinamismo (acção das ondas), uma vez que este factor fornece uma fonte constante de oxigénio e de alimento, evitando ainda a sedimentação.

A emersão dos corais também é importante. A secreção de muco pode evitar a desidratação, mas apenas quando a emersão ocorre durante um curto período de tempo, já que os corais não sobrevivem à emersão por mais de duas horas.

Os recifes de coral apresentam complexas associações com habitantes diversificados, que muitas vezes são de simbiose, estabelecidas com organismos tão distintos como algas, crustáceos, gastrópodes e peixes.


Figura 3. Um aspecto da vivência entre peixes e corais.

No recife temos áreas de substrato rochoso, onde se fixam muitos organismos sésseis (que vivem fixos ao substrato), e áreas de areia, que requerem diferentes tipos de adaptação, da mesma forma que existem zonas de forte hidrodinamismo e outras zonas calmas, onde as correntes são mínimas. Esta grande diversidade de habitats é uma das razões da grande diversidade de vida existente nos recifes.

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