Marés Negras - O Mar Ameaçado

Ângela Pereira
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Fig. 2 - Petroleiros acidentados.

Os derrames petrolíferos também provocam efeitos climáticos prejudiciais. A capa oleosa, que se forma à superfície, impede as trocas de água entre o oceano e a atmosfera, causando uma diminuição na precipitação. Simultaneamente, a atmosfera fica carregada de partículas de hidrocarbonetos, agravando, globalmente, o problema das chuvas ácidas.

Fig. 3 - A fauna e as marés negras: (A) Ave marinha morta coberta por petróleo; (B) Ave Marinha envenenada por petróleo; (C) Caranguejo coberto de petróleo; (D) Foca coberta de petróleo.

A recolonização lenta e progressiva do meio marinho só tem início após a dissipação da poluição, ou seja, assim que a quase totalidade do petróleo se tenha evaporado e dispersado, e que as zonas costeiras estejam limpas. O intervalo de tempo necessário à recuperação do ecossistema depende de numerosos factores e varia consoante o caso. Quando estas catástrofes ocorrem em mares regionais interiores, os efeitos nos ecossistemas são mais graves, devido à dificuldade de renovação e depuração das águas. Os fundos marinhos de alta produtividade, como o são os das zonas estuarinas e lagunares, são mais frágeis.

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