Cogumelos Medicinais – História, usos e perspectivas futuras

Celeste Santos e Silva e Rogério Louro – Universidade de Évora
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Pleurotus ostreatus (Repolga, Cogumelo-ostra) – Vários estudos demonstram que a espécie P. ostreatus e outras espécies de Pleurotus spp. produzem naturalmente isómeros de lovastatina, um composto utilizado no tratamento de problemas relacionados com o excesso de colesterol. Recentemente têm sido também descobertos nestes cogumelos novos compostos com propriedades anti-oxidantes, anti-virais e anti-tumorais e compostos activos que actuam como modeladores das funções hepáticas e renais (tónicos hepáticos e renais).

Trametes versicolor (Yun zhi) – Provavelmente o cogumelo melhor documentado do ponto de vista medicinal dada a agressividade e vitalidade que demonstra em culturas puras. Os polissacarídeos extraídos destes cogumelos actuam directamente como agentes anti-microbianos e anti-tumorais inibindo o crescimento das células cancerígenas e indirectamente estimulando a produção das células do sistema imunitário. Um dos compostos activos presentes nesta espécie conhecido comercialmente como Krestin (PSK), tem vindo a ser utilizado no tratamento de vários cancros (pulmões, mama, cólon, etc.) e reduz os danos provocados pelos radicais livres. Um estudo efectuado na década de noventa, refere ainda que um composto isolado a partir destes cogumelos demonstrou actividade como inibidor do mecanismo de replicação do vírus HIV.

Reishi (Ganoderma lucidum

 

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